Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 27/06/2020

O mito da caverna, de Platão, filósofo do período clássico da Grécia antiga, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito aos impactos ambientais do consumo no século XIX. Diante desse cenário, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da priorização dos interesses financeiros e da má influência midiática.

A priori, nota-se que o interesse financeiro representa um dos principais problemas do contexto em questão. Segundo Hans Alois, ambientalista e sociólogo alemão, o sistema capitalista financeiro, desde a sua origem, tem como uma de suas características a apropriação da natureza como meio para a obtenção de lucros. Essa afirmação torna-se evidente no contexto em questão, uma vez que a produção em massa de diversos bens de consumo utiliza os recursos naturais de forma insustentável, que gera diversos impactos ambientais como perda da biodiversidade.

Ainda assim, vale ressaltar a má influência da mídia. Nessa perspectiva, o sociólogo francês Pierre Bourdieu afirma que, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nesse sentido, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população acerca dos impactos do consumismo no ambiente, influencia na consolidação do problema por meio de veículos como propagandas e anúncios, com a finalidade de estimular o próprio pensamento consumista.

Torna-se imperativo, portanto, desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Destarte, depreende-se que, cabe ao cabe ao Mistério do Meio Ambiente, que tem como missão promover a proteção do meio ambiente, aplicar a política nacional vigente, com o intuito de promover a conservação e preservação da natureza, por meio da utilização sustentável dos seus recursos. Ainda assim, cabe ao Governo Federal, desenvolver ações que revertam a má influência midiática. Tais ações podem ser desenvolvidas por meio das redes sociais, assim como por meio da televisão, com o intuito de incentivar o pensamento crítico acerca do impacto do consumo exacerbado no meio ambiente.