Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 26/11/2020

Com a chegada da colonização portuguesa ao Brasil, a partir do século XVI, cultiva-se a ideia de que os recursos naturais são inesgotáveis. No entanto, a realidade demonstra o contrário, já que se enfrenta grave crise hídrica, degradação de áreas nativas, poluição de mananciais e outros. Logo, é possível notar a correlação entre impactos ambientais, crescimento populacional e consumismo.

Sabe-se que o Brasil possui uma gama de atividades econômicas, principalmente a produção de bens de consumo. É verdade que para isso faz-se necessária a retirada de recursos naturais do meio ambiente. Entretanto, o problema é a falta de consciência de como essa interferência pode impactar na natureza. Boa parte das indústrias não se preocupam com o desenvolvimento sustentável, como por exemplo a produção de embalagens biodegradáveis e produtos reciclados como o papel que, segundo dados da campanha Caixa de Papelão Deise, é necessário um eucalipto que demora cerca de 7 anos para crescer e 11,6 kw de energia.

É válido salientar também que o consumo excessivo resulta em geração de lixo. Só no Brasil há uma produção diária de 240 toneladas de detritos. A questão primordial é como isso é descartado na natureza. O destino principal são os lixões à céu aberto, onde os rejeitos produzem um líquido denominado chorume que é extremamente danoso quando é infiltrado nos lençóis freáticos . Além disso, a liberação do gás metano é intensa, o que agrava ainda mais o aquecimento global.

Entende-se, portanto, que é necessário haver um equilíbrio entre consumismo e impactos ambientais. Cabe às empresas desenvolver práticas que agridam menos o ambiente, como a produção de embalagens biodegradáveis. O Governo deve instituir nas escolas palestras ministradas por especialistas de modo à discernir os alunos sobre o descarte inadequado de lixo. A sociedade deve preferir por produtos de natureza reciclada e realizar a coleta seletiva em suas residências.