Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 01/08/2020
A animação longa-metragem da Pixar, Wall-e, retrata um universo no qual os humanos causaram tanta poluição na terra que tiveram que ir para o espaço quando ela se tornou inabitável, apenas uma das retrações do que pode acontecer no futuro caso não seja tomado mais cuidado. Então, para que algo do tipo não ocorra em nossa realidade, mais e mais meios inovadores de como lidar com o lixo vêm surgindo. Todavia, ao passo que a evolução por meio da globalização se faz presente, o consumismo e os diversos impactos causados por ele vêm ganhando maior espaço, influenciando diretamente no meio ambiente e, desse modo, deixando evidente que o descaso de diversas corporações e grande parte da sociedade em ter um modo de produção e vida mais sustentável, faz com que a ocorrência desses abalos se torne cada vez mais frequente.
A priori, é relevante citar que uma das consequências imediatas da falta de sustentabilidade das empresas é o aumento de produtos de obsolescência rápida. Seguindo esta linha de raciocínio, por ser de curto prazo, os itens tornam-se sem utilidade de forma mais rápida, isto é, são consumidos rapidamente e, logo, descartados rapidamente e em grande massa, o que é um dos maiores impactos ambientais negativos. Como resultado, a natureza é amplamente prejudicada e, consequentemente, é mais propício que ocorram desastres naturais, estes que afetam milhares de pessoas.
Ademais, em uma sociedade altamente consumista e diariamente afetada por comerciais e propagandas a consumir cada vez mais, a noção de sustentabilidade ainda não foi plenamente alcançada, apesar de movimentos ecológicos estarem surgindo. Isso ocorre, em maioria, devido à falta de uma educação ambiental mais ampla, que possa demonstrar o quanto o consumo desenfreado pode gerar males ao meio ambiente. Ainda sob essa luz, o consumismo desenfreado não vem apenas afetando o ecossistema, mas também a população em si, que, com tal alienação ecológica, continua promovendo a vigência de desastres naturais e ainda se mantém presa em um ciclo vicioso de compra.
Dessa forma, pode-se afirmar com convicção que o estilo de vida que as empresas e a sociedade têm, são causadores de abalos ambientais extremamente perigosos à humanidade. Assim, é necessário que as empresas, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, tornem sua produção cem por cento sustentáveis e também divulguem por meio de campanhas midiáticas a importância de um consumo mais consciente. Desse modo, tais medidas ajudarão também a população a desenvolver uma educação ambiental efetiva, reduzindo o consumo desenfreado, pensando em formas de contribuir com o meio ambiente e refletindo isso em suas compras. Logo, o triste retrato visto em Wall-e nunca fará parte da realidade e a população poderá conviver de forma pacífica com a natureza.