Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 30/07/2020
A Europa do século XVIII, sofria notáveis transformações em decorrência da Revolução Industrial. Com a modificação dos meios de produção, o baixo valor dos produtos corroborou para maior acesso da população ao comércio, o que antes era restrito às classes ricas. Todavia, é crível que esse fato tenha iniciado o que, hodiernamente, é conhecido como consumismo, dado que o módico preço das mercadorias contribuiu para maior aquisição desses bens, que não têm necessidade imediata. Com efeito, é lícito levantar essa problemática e seus devidos danos ao meio ambiente.
Em primeiro plano, é plausível ressaltar que os impactos ambientais suscitados em decorrência do crescente consumismo tem como base teórica o pensamento de Theodor Adorno. O filósofo alemão defendia o conceito de “Indústria Cultural”, a qual é capaz de gerar e controlar o comportamento da sociedade por meio da massificação de produtos. Sob tal perspectiva, a aquisição de bens materiais sem premência imediata se faz cada vez mais presente na sociedade, uma vez que o “bombardeamento” de publicidades persuasivas no cotidiano do indivíduo, o faz adquirir determinada mercadoria, mesmo que não precise. Desse modo, a sociedade é controlada por essa Indústria que, massifica a produção e ascende o consumismo.
Como consequência, em segundo plano, esse excesso de produtos tende a ter um destino imponderado, que, por conseguinte, afeta negativamente o ciclo habitual da natureza. Em decorrência da má gestão do lixo gerado pela população, é possível postular os danos causados aos animais marinhos, visto que esses materiais alcançam os oceanos, a ponto de matá-los. Segundo a ONU, mais de 8 milhões de toneladas de plástico são encontradas por ano em águas marinhas, número que tende a aumentar até 2050. Dessa maneira, o sociólogo Karl Marx cita: “O capitalismo gera seu próprio coveiro”, a saber, a valorização do lucro capitalista com a aquisição de produtos, corrobora para a lenta, no entanto possível, morte do meio ambiente.
Depreende-se, em suma, que são necessárias políticas capazes de minimizar essa problemática. Dessarte, por meio do CONAR - Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária- é possível fiscalizar publicidades enganosas e exarcebadas que levam o consumidor adquirir determinado produto, a fim de controlar o número de anúncios e por fim, decrescer a compra de bens sem necessidade imediata, evitando o “bombardeamento” de publicidades. Bem como, a ampliação de programas que incentivem a reciclagem, através do Poder Público, como oficinas de ensino, palestras e atividades didáticas, ensinando a prática da reciclagem. Dadas circunstâncias, irão mitigar o problema do consumismo e por fim, amparar a recuperação dos impactos ambientais.