Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 31/07/2020

Na animação norte-americana chamada “WALL-E”, o consumismo e a geração de lixo chegaram a níveis tão extremos, que todos os humanos tiveram que fugir da Terra e morar numa gigantesca nave no espaço. Infelizmente, a realidade não é totalmente diferente desse filme, pois o consumismo está cada vez maior, podendo afetar drasticamente o planeta e os seres que nele habitam.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar a tradição consumista dos brasileiros. Desde a transferência da corte portuguesa para o Brasil e a consequente abertura dos portos que permitiu a comercialização direta com os ingleses, levou a nação a adquirir não só bens de necessidade, mas também mercadorias inúteis. Desse modo, hábitos consumistas foram conservados na sociedade e passaram a atuar como marca de distinção, capital e poder, pois em um país rodeado de desigualdade social, a ideia de sucesso é acompanhada da possibilidade de aquisições.

Devido ao consumismo exacerbado, há uma gigantesca exploração de recursos minerais e descartes inadequados dos produtos transformados, causando impactos ambientais gravíssimos. Isso ocorre, principalmente, quando as empresas instigam o público a comprar produtos além da necessidade, através da obsolescência programada e da propaganda, por exemplo. Segundo a Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, entre 2004 e 2013, houve um aumento de quase 30% na geração de lixo, fato que comprova que o descarte dos produtos é feito de qualquer forma.

Analisando os dados expostos, fica claro que medidas precisam ser tomadas para evitar esses problemas. Portanto, o Governo deve, por meio do Ministério da Educação e do Ministério do Meio Ambiente, desenvolver palestras que informem o prejuízo causado pelo consumismo exagerado, pois assim os cidadãos passarão a comprar apenas o necessário. Além disso, também deve incentivar as empresas a adotarem modelos menos prejudiciais de produção, como o uso de materiais recicláveis, concedendo isenções fiscais parciais aos setores econômicos que praticarem isso. Apenas dessa forma, será possível reduzir o consumismo exacerbado, e consequentemente, evitar impactos ambientais prejudiciais à vida dos seres vivos existentes na Terra.