Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 24/08/2020
O filme 2012 retrata um cenário no qual o planeta Terra entra em colapso devido a diversos desastres ambientais como consequência do consumo desenfreado dos recursos naturais. No entanto, tal ficção aproxima-se da realidade no que tange à excessiva exploração dos bens naturais e seus impactos ao meio ambiente. Nesse contexto, a precária fiscalização ambiental no Brasil e a exploração não sustentável dos recursos ressaltam a necessidade de adotar novas posturas em prol da biosfera.
Em primeira análise, a inércia governamental diante dos impactos ambientais no país precisa ser revertida. Acerca dessa premissa, historicamente, a mineração acontece no Brasil desde o período colonial e, aliada ao extrativismo, é a base para a fabricação de diversos produtos altamente consumidos. Por consequência, a extração mineral é intensa e, por vezes, ilegal, comprometendo o equilíbrio do meio ambiente. Prova disso é o rompimento das barragens de Mariana e de Brumadinho, ambas em Minas Gerais, responsável por ocasionar centenas de mortes e graves impactos à fauna e à flora locais. Desse modo, fica evidente que a ineficiente fiscalização e a super exploração podem causar riscos extremos à natureza, já que a não movimentação para mudar tal impunidade gera graves consequências.
Outrossim, a falta de conhecimento da população a respeito da sustentabilidade também agrava os problemas ambientais. Sob esse aspecto, de acordo com a ONG “Global Footprint Network”, em um ano a população mundial consome mais recursos do que a Terra é capaz de repor no mesmo período, ignorando o conceito de desenvolvimento sustentável que visa suprir as necessidades da geração atual sem comprometer a disponibilidade de recursos para as gerações futuras. Ademais, o governo brasileiro também precisa estar mais engajado com as definições de conferências ambientais, como a Rio +20, adotando posturas mais sustentáveis e transmitindo-as à população. Assim, será possível amenizar esse consumismo tão prejudicial em todos os âmbitos.
Portanto, é notório que a busca pela sustentabilidade no Brasil precisa ser intensificada. Nesse sentido, o Ministério do Meio Ambiente deve promover fiscalizações constantes contra as extrações ilegais, assim como definir regras para atividades que envolvam o consumo exacerbado dos recursos minerais. Para isso, campanhas fiscais e projetos informacionais devem ser veiculados nos meios de comunicação e, com o auxílio de ONGs, como a Greenpeace Brasil e a SOS Amazônia, grande parte do território brasileiro poderá ser fiscalizada para que alcancemos os pilares da sustentabilidade. Dessa forma, estaremos garantindo recursos para as gerações futuras e os desastres ambientais do filme 2012 ficarão apenas na ficção.