Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 07/09/2020

No filme animado “Wall-E”, é retratado o planeta Terra inabitável, que foi completamente destruído pelos impactos ambientais causados pelo lixo. Nesse sentido, a sociedade humana precisou evacuar o planeta e passou a morar em naves espaciais. De maneira análoga a história fictícia, é fato que a realidade apresentada pode ser relacionada com a contemporaneidade do mundo, uma vez que o consumo exagerado venha causando problemas ambientais irreversíveis. Assim, é lícito afirmar que  a falta de leis em compromisso com a natureza e uma sociedade exorbitantemente consumista contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.

É relevante abordar, primeiramente, a falta de rigidez das leis com questões ambientais. No contexto do cenário brasileiro, o Congresso Nacional do país aprovou a flexibilização da legislação ambiental, entrando em vigor e já causando desastres socioambientais, como o rompimento da barragem de rejeitos de Brumadinho, maior acidente de trabalho no Brasil em perdas de vidas humanas, tal decisão do Estado afeta diretamente outros setores da sociedade que poderiam, potencialmente, fomentar na diminuição do compromisso com a  sustentabilidade por parte das empresas. Desse modo, é evidente que o Governo ignora as leis que garantem uma diminuição dos impactos ambientais. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Além disso, é imperativo pontuar que a sociedade atual é demasiadamente consumista. Isso é retratado no filme de animação japonesa “A viagem de Chihiro”, em um dado momento, Chihiro, personagem principal, se depara com seus pais transformados em animais, em razão de terem se alimentados mais do que o necessário. Esse cenário faz crítica com o comportamento da sociedade contemporaneidade, em que o consumo, graças a elevada produção de bens consumíveis, leva ainda mais exploração dos recursos naturais do planeta.

Portanto, é mister que que medidas sejam tomadas para diminuir os impactos causados pelo consumo. Nessa lógica, é imperativo que os Órgãos Ambientais deve, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil e profissionais da área, identificar, preparar e apoiar a candidatura de líderes ambientais, formando uma bancada ambientalista ligada ao governo que evidencie os problemas atuais, a fim de direcionar uma proposta que intervém  na problemática. Somente assim, a médio e longo prazo, será possível proteger o futuro do ecossistema e evitar que o cenário de “Wall-E” se torne uma realidade.