Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 12/04/2021
Na animação Wall-E da Disney, é retratada uma sociedade extremamente consumista e poluidora que destruiu todos os recursos naturais, se obrigando a viver no espaço. Todavia, fora da ficção, os impactos ambientais do consumismo na atualidade, são impulsionados pela pouca durabilidade dos produtos e que acarreta um consumo descontrolado de bens, ignorando a consequência dessas ações na natureza.
Nesse contexto, é preciso destacar que durante o século XX o sistema de produção em massa conhecido como fordismo, se mostrou equivocado, uma vez que, os fabricantes passaram a ter grandes estoques de produtos que não geravam nenhum lucro, exatamente pela alta duração dos bens que eram produzidos e vendidos antecipadamente. Da mesma forma, a forte presença do capitalismo na contemporaneidade elevou o grau de consumismo para um descarte programado de produtos após um determinado período, tornando um produto recém adquirido em uma ferramenta ultrapassada em algumas semanas, por exemplo, como ocorre com os smartphones e outros eletrônico que são descartados de maneira inviável, acumulando milhões de toneladas anualmente, cerca de 50 milhões de acordo com a ONU, em termos financeiros isso corresponde a 62,5 bilhões de dólares inutilizados. Logo, o medo de ser ultrapassado domina o homem, e a sua necessidade de ter passa a ser notória. Da mesma maneira, o consumo descontrolado é uma consequência gerada pelo conglomerado industrial astuto do século XXI. Com um sistema altamente difundido na sociedade, o indivíduo perde a noção das suas reais necessidades de compra, a associa como condição de sucesso a aquisição de novos produtos para ser aceito como alguém de importância em seu círculo de convivência. Acerca disso, o filósofo Erich From afirma que “pode-se identificar aqueles que consomem pelo princípio, eu sou o que tenho e o que consumo”. Assim, a principal condição de existência passou a ser a de possuir algo, que tem como resultado, a exploração predatória dos recursos naturais para saciar o insaciável desejo de ter.
Portanto, urge a necessidade de medidas para romper esse clico vicioso, cabe ao poder Legislativo e Executivo atuarem juntos para aprovar leis que obriguem as indústrias a ter um limite de exploração dos recursos naturais, criando um comitê que avalie os danos causados, aplicando multas em casos de descumprimento da norma, destinando o dinheiro a investimentos do ramo ambiental, como áreas de preservação nacional. Outrossim, o Ministério da Educação deve criar programas escolares obrigatórios para a conscientização dos jovens, em que se tenha contato com a natureza, como expedições e acampamentos. Dessa forma, o planeta não correra risco, e a Terra permanecera um planeta habitalvél.