Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 12/11/2020
Característica da literatura informativa Quinhentista, a carta escrita por Pero Vaz de Caminha e enviada à Corte Portuguesa ressalta a exuberância da flora e da fauna das terras recém-descobertas, o que revela um reconhecimento histórico da relevância dos recursos ambientais. Fora da ficção, o Brasil hodierno passa por uma conjuntura envolvendo a questão do impactos ambientais do consumo, fato que se deve à exploração desmedida e a negligência governamental. Logo, é fundamental analisar ambos os problemas a fim de que se possa contorná-los.
Em primeiro lugar, é válido destacar que o excessivo abuso de recursos e o descarte inadequado contribuem para permanência do problema. Nesse sentido, de acordo com pesquisas realizadas pela Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais ( ABRELPE), apontam um aumento de 30% na geração de lixo. Sob essa ótica, o setor econômico estimula o consumismo nos indivíduos além de sua necessidade real – por meio das propagandas, redução da vida útil dos produtos e à multiplicação de mercadorias descartáveis, como exemplo. Desse modo, é imprescindível uma alteração de comportamentos coletivos nocivos que afeta o meio ambiente .
Outrossim, vale ressaltar a inércia do aparato estatal brasileiro no que tange à conservação da biodiversidade do país. De fato, percebe-se que na atual conjuntura excludente, o poder do estado mínimo é medido de acordo com a capacidade de atrair investimentos. Dessa maneira, a omissão das autoridades públicas é interessante para as empresas que conseguem licenciamentos e são beneficiados pelo Estado. Assim, a falta de fiscalização somado a exploração dos recursos naturais pelas empresas vêm causando diversos desastres ambientais, como por exemplo o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em Mariana, em Minas Gerais. Dessa forma, percebe-se, uma letargia governamental ao investir minimamente no combate exploração do meio ambiente, a qual acaba fomentando sua ampliação.
Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente em parceria com a Secretária da Educação, criar campanhas educativas de alerta aos efeitos da exploração, por meio da apresentação de pesquisas, notícias e reportagens que ilustrem o quadro de degradação ambiental, citando as principais causas e seus impactos e de que maneira podem ser evitados, a fim de que a sociedade crie hábitos ecologicamente correto. Além disso, Instituições Internacionais, como a ONU, deveriam justamente a União Europeia e os BRICS pensar em políticas públicas de regulamentação sobre a utilização dos recursos naturais, além de desenvolver medidas punitivas aplicáveis à empresas ou Estados responsáveis por acidentes.