Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 25/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o desenvolvimento desenfreado e os impactos ambientais gerados por ele apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do uso negligente da tecnologia, quanto da imprudência do ser humano quando o assunto é recursos naturais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas ambientais e econômicas, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata. Precipuamente, é fulcral pontuar que os impactos ambientais derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, o mau uso da tecnologia para ações que corroboram para o desmatamento, poluição e aquecimento do planeta tem como consequência a degradação e desequilíbrio dos ecossistemas da Terra. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente. Ademais, é imperativo ressaltar a imprudência do ser humano com o meio ambiente como promotor do problema. De acordo com dados fornecidos pelo Observatório Mundial das Florestas, a devastação das florestas alcançou cerca de 29,7 milhões de hectares no mundo todo. Partindo desse pressuposto, o desmatamento é uma questão de ordem mundial, afetando direta e indiretamente a vida de todos os seres no planeta. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o descuido para com os recursos naturais contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os impactos à natureza, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, será revertido em medidas para conter os efeitos da ação humana, através de legislações eficazes que protejam a natureza e campanhas que incentivam o consumo consciente, a reciclagem e a proteção da Terra,. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do (Problema), e a coletividade alcançará a Utopia de More.