Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 05/12/2020
“Aqueles que não conseguem se lembrar do passado, estão condenados a repeti-lo”. Essa frase de George Santayna representa de forma atemporal a questão dos impactos ambientais do consumismo no século XXI, tendo em vista que durante todo o século passado, a natureza já representava de diversas formas os impactos do capitalismo sobre ela. Nesse sentido, há no século XXI, a persistência dessas condutas a partir da falta de imposição de rígidos limites. Desse modo, são necessários caminhos para o combate dessas ações, tais como: uma prática mais rígida da legislação ambiental e a conscientização populacional acerca dos impactos do consumo no ambiente em que vivem
Inicialmente, segundo a Constituição Federal, promulgada em 1988, com base nos direitos humanos, prevê como garantia fundamental, a preservação da fauna e da flora em toda a extensão territorial da Federação. Contudo, a falta de imposição de rígidos limites à grandes empresas que exploram o território em busca de bens naturais agride a legislação. Em primeiro lugar, a grande incidência de incêndios na região da Amazônia, leva a morte de milhares de espécies de plantas e animais, que existem apenas nesse local do mundo. Isso porque, há uma abertura para empresas multinacionais que vem para o Brasil apenas para extrair bens naturais, a fim de produzir produtos que serão comercializados por todo o mundo. Portanto, essas práticas não são compatíveis com os critérios e parâmetros de justiça positivados.
Dentro dessa ótica, existe uma paixão por parte do povo pelo consumo, além da grande falta de informação sobre os impactos do consumismo no meio ambiente. Desde o poema parnasiano do Vaso Chinês de Alberto de Oliveira, há um culto exagerado dos bens físicos, e isso acarreta numa vontade de comprar cada vez maior, que cresce exponencialmente com a evolução da aplicação da psicologia em técnicas de vendas. Apesar disso, o surgimento de instituições que dão cada vez mais valor as pessoas e os bens utilizados no processo de produção transformam o comportamento do consumidor. Por esse ângulo, o compradores começam a importância do consumo consciente.
Depreende-se, portanto, da relevância da conscientização das pessoas no momento de adquirir um produto para a preservação ambiental. Para tanto, cabe ao Estado, em conjunto com o Ministério do Meio ambiente, promover caminhos dentro da lei para diminuir a exploração do território nacional. Ademais, a mídia, em parceria com instituições de ensino, promover campanhas através de palestras, debates, e comerciais, que mostrem quais os impactos da aquisição de produtos e serviços de empresas que não respeitam o meio ambiente. Assim, os impactos no ambiente do consumismo populacional excessivo serão minimizados.