Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 04/01/2021

Com o advento da Terceira Revolução Industrial, tornou-se possível a produção e a adaptação das empresas frente às demandas do mercado, em função do novo modo de produção toyotista. Desse modo, é notório, atualmente, um exorbitante aumento dessas exigências por produtos na sociedade brasileira, que, por sua vez, corrobora para o agravamento do quadro ambiental do país à curto e longo prazo.

Em primeira análise, é inegável que a procura por mercadorias cresce a cada dia. Isso ocorre devido, segundo a teoria malthusiana, ao descompasso entre o crescimento populacional e a produção alimentícia que evolui mais devagar, precisando de expandir e acelerar o processo industrial a fim de acatar as necessidades pessoais. Ademais, para Zygmunt Bauman, o grau de consumo de um indivíduo determina a construção social de sua própria identidade, ou seja, isso fomenta uma exagerada quantidade aquisitiva para ganhar um bom status na sociedade.

Por conseguinte, é evidente uma série de aplicações de fertilizantes e agrotóxicos com o intuito de atender essa grande demanda dos brasileiros. Conforme o Ibama, 500 mil toneladas de pesticidas foram utilizadas em plantios no ano de 2017. Nesse sentido, observa-se, consequentemente, a eutrofização dos corpos hídricos assim como a contaminação de seus recursos naturais. Outro impacto dessa procura, é o exagerado descarte de lixo no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais(ABRELPE) apontam uma produção diária de 1,1 quilogramas do mesmo por pessoa.

Diante do exposto, é mister que providências sejam tomadas para resolver o impasse. Por isso, cabe ao Ministério da Educação implantar, através de verbas federais, aulas de educação ambiental nas escolas. É essencial a existência de debates acerca de temas específicos e o incentivo do consumo sustentável aos jovens. Sendo assim, será possível atordoar a onda consumista e, portanto, diminuir os impactos ambientais.