Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 25/12/2020
A Revolução Industrial foi uma série de mudanças que redefiniu, de forma expressiva, a sociedade e as formas de produção. Nesse sentido, em função do aumento da produtividade e da necessidade de mercado consumidor, os países, principalmente os capitalistas, contribuiram com a disseminação de um pensamento consumista entre a população. No entanto, as consequências do excesso de consumo são perseptíveis nos dias atuais, com rios e mares poluídos, aquecimento global e com recursos naturais do planeta se esgotanto. Com efeito, torna-se necessário o debate acerca dessa problemática.
Em primeira instância, é notório que o consumismo, durante muitos anos, foi estimulado pelas empresas e pelos países, com o obejtivo de aumentar a riqueza. Nesse viés, as indústrias criaram mecanismos para estimular a compra, como obsolescência programada, na qual cria-se o produto com o tempo de funcionamento determinado, para que depois de um período o indivíduo precise comprar outro; além das propagandas que estimulam na população a necessidade de sempre estar consumindo os produtos mais atuais e tecnológicos.
Entretanto, o consumo exacerbado prejudica o meio ambiente, na medida que mais recursos naturais são extraídos e diversos poluentes são liberados. Em consequência da grande utilização de plástico e outros derivados do petróleo não produção de mercadorias, há uma enorme retirada desse óleo do planeta, gerando poluentes atmosféricos durante sua queima que contribui para o efeito estufa. Ademais, o plástico gerado é um polímero que possui uma grande dificuldade de se degradar, podendo demorar mais de 100 anos para se decompor, isso prejudica animais marinhos e terrestres que vivem nos rios, oceanos e florestas poluídas. Dessa forma, o consumo inconsciente contribui com os impactos ambientais e sociais no mundo.
Urge, portanto, que instituições públicas cooperem para mitigar essa problemática. Cabe ao Estado incentivar o consumo consciente entre as populações, criando uma lei que impeça as empresas de criarem produtos com obsolescência programada, incentivando a permanência e a durabilidade do produto por mais tempo, a fim de que diminua o consumo desnecessário; além de incentivar e investir em pesquisar que promovam a substituição do plástico por um produto sustentável, com o objetivo de diminuir os impactos causados pela produção desse polímero. Somente assim, o homem terá uma relação harmônica com o planeta.