Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 30/03/2021
No filme Wall-E, animação dos estúdios Disney, é mostrado um panorama futurista e alarmante: o planeta Terra e a atmosfera foram contaminados com lixo e gases tóxicos, cenário não tão distante quando se consideram as condições precárias atuais. Sob essa ótica, o consumismo descontrolado se mostra como um reflexo de uma sociedade capitalista desprovida de senso de sociedade, a qual não tem preocupações a respeito do descarte correto do lixo, consequências do desperdício e sustentabilidade. Diante disso, é relevante discutir os efeitos sofridos pelo meio ambiente devido ao consumo no século XXI.
Em um primeiro viés, cabe destacar o papel de grandes empresas, que muitas vezes não têm como prioridade executar o descarte apropriado de seus materiais sobressalentes, liberando resíduos como chumbo, mercúrio e chorume nas águas e no solo, os contaminando. Tal prática incompetente coloca em risco a saúde de toda a população, possibilitando a absorção pelo corpo desses metais pesados. Além disso, ocorre a liberação de gases prejudiciais à saúde, que podem causar inúmeras complicações pulmonares, como fibroses e efisemas. Em suma, a intoxicação por elementos químicos é um fator que revela a irresponsabilidade ambiental dessas empresas.
Outrossim, é de crucial importância reconhecer o disperdício de itens ainda próprios para uso ou consumo, que muitas vezes é executado pela própria parcela compradora da população. Essa mesma, frequentemente, adquire artigos sem realmente necessitar desses mesmo, um comportamento já esperado de um corpo social ambientado com o capitalismo, sistema econômico atual. Dito de outro modo, a compra desnecessária de objetos leva ao descarte imaturo desses, ato oposto do objetivo de uma vida com hábitos sustentáveis. Ademais, as embalagens que envolvem as mercadorias são predominantemente descartadas, sem a reciclagem.
Em suma, são necessárias medidas que diminuam os impactos negativos causados ao meio ambiente pelo consumo desenfreado. Logo, a valorização do mercado local é uma opção que cabe aos próprios consumidores investirem, que movimentará a economia da região e evitará o disperdício e o descarte excessivo de lixo, afim de decrescer índices de poluição. Outrossim, compete ao legislativo inserir na grade curricular das escolas disciplinas como educação ambiental, por meio da alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a qual permitirá um ensino voltado para desenvolver uma mentalidade menos consumista. Dessa forma, será possível desenvolver um estilo de vida mais ecológico e sustentável.