Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 04/05/2021

Com a consolidação do mundo multipolar, após a guerra fria, o modelo econômico capitalista tornou-se predominante em diversos países, o que não foi diferente no Brasil. Entretanto, esse sistema vigente, em busca do lucro, incentiva os brasileiros a consumirem mais do que o necessário, visto que aumenta as vendas das empresas, logo essas arrecadam mais. Nesse sentido, tanto o desmatamento gerado para que a agricultura nacional supra a demanda, quanto o aumento da produção de lixo devido ao descarte de produtos consumidos erroneamente, são impactos ambientais causados pelo consumismo excessivo.

Em primeiro lugar, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, entre 2010 e 2012, ocorreu o desmatamento de 77.520 quilômetros quadrados na fronteira agrícola brasileira. Nessa perspectiva, evidencia-se um fato atenuado pelo consumismo brasileiro, dado que a agricultura cresce para atender a demanda do país, e para isso novas áreas florestais são depravadas para ter maior quantidade de terras disponíveis para o plantio. Consequentemente, o consumo exarcebado é um grande empecilho ao meio ambiente, já que gera o desmatamento em busca de novas áreas agricultáveis.

Por outra óptica, de acordo com um levantamento realizado em 2018, pelo Serviço de Proteção ao Crédito em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas, 69% dos brasileiros consomem de forma exagerada. Nesse âmbito, evidencia-se uma prática comum no Brasil que desencadeia o descarte excessivo de lixo, posto que os cidadãos desfazem daquilo que consideram obsoleto para poderem consumir mais. Por conseguinte, devido a essa prática irresponsável, há a produção excessiva de lixo, a qual causa danos ao meio ambiente, como a poluição do solo pelo descarte de produtos que possuem compostos tóxicos, por exemplo o ácido sulfúrico presente em baterias automotivas.

Portanto, a fim de coibir os impactos ambientais causados pelo consumismo no país, o Ministério do Meio Ambiente, em Parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, devem investir na expansão do Ibama, de modo que aumente o número de profissionais, visto que assim haverá mais agentes na fiscalização da fronteira agrícola, o que diminuirá o desmatamento nessa região. Além do mais, deve a Secretaria Especial de Comunicação Social investir na criação de publicidades no meio digital e analógico que incentive os cidadãos a consumirem de forma consciente, e que alerte sobre os riscos de ações contrárias a essa prática. Certamente, se tais ações forem realizadas, os impactos ambientais causados pelo consumo excesivo serão amenizados.