Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 03/06/2021
De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, em seu artigo 1º, inciso III, é previsto como direito fundamental “a dignidade da pessoa humana”. Todavia, esse princípio é o que mais enfrenta dificuldades para ser efetivo no país. Além disso, os impactos ambientais do consumo no século XXI vêm contribuindo para o alastramento desse cenário nefasto, pois, o negligenciamento perante a fiscalização frente ao dispêndio irresponsável da população e a falta de investimentos em campanhas educacionais, por parte do governo, começa a trazer sérios problemas sociais e ambientais.
Em um primeiro momento, é necessário ressaltar que em novembro de 2015, o Brasil se deparava com uma de suas maiores tragédias ambientais já registradas, o rompimento da barragem de Mariana. Ademais, o negligenciamento fiscal, por parte do Ministério Público e da secretaria de meio ambiente, tornou-se peça chave para o agravamento dessa tragédia. Bem como, centenas de famílias e duas cidades tiveram a sua dignidade mais que ferida, mas sim, “enterrada” pela lama de rejeitos. Demais, o problema não para por ai, pois 6 anos após essa tragédia muitas famílias ainda continuam sem auxílio das empresas responsáveis e sem condições mínimas de sobrevivência.
Outrossim, em janeiro de 2019, o cenário se repetia ao ser noticiado a tragédia da barragem de Brumadinho, mesmo depois da catástrofe de Mariana, o país voltava a ver os seus filhos perderem a dignidade. Ainda por cima, a falta de investimentos em campanhas educacionais, por parte do governo, tem uma parcela significativa em meio a essas tragédias. Por outro lado, uma pesquisa realizada pela IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) efetuada no ano de 2020, demonstra que 78,3% da população não tem um consumo consciente e nem mesmo o seu descarte. Desse modo, a prevenção se torna fator preponderante em meio a esses cenários trágicos.
Logo, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para que o negligenciamento fiscal, por parte do governo, e a falta de investimentos em campanha educacionais, deixe de ser fatores negativos em meio as tragédias. Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, deve promover campanhas educacionais e de incentivo à população para que, tanto o consumidor quanto o empresário, tenha um consumo consciente e responsável. Isso deve ser feito, por meio de incentivos fiscais para empresas que busquem meios alternativos para produzirem sem afetar o meio ambiente e a realização de desconto para consumidores que optarem por produtos ecologicamente corretos. Como resultado, isso tudo deve ser feito com o intuito de, em um futuro próximo, evitar novas tragédias e deixar uma herança saudável para a próxima geração, pois uma atitude consciente, tomada hoje, refletira nos anos subsequentes de maneira responsável e digna.