Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 14/06/2021

Na mitologia grega, Hércules, filho de Zeus, no cumprimento de seus 12 trabalhos teve de enfrentar a Hidra, um mostro, originalmente de 7 cabeças, cujo ao se cortar uma cabeça nasciam duas no lugar. O herói no entanto conseguiu vence-la quando se deu por conta de teria de queimar os ferimentos evitando que assim ela se multiplicasse. O problema que enfrentamos com o Consumismo é semelhante ao de Hércules, pois cada vez que compramos acabamos por multiplicar os desejos sem antes elimina-los por completo, ou evitar que se multipliquem. Este problema se dá devido a obsolescência programada e a ausência da reciclagem nos aterros sanitários.

Em primeiro lugar, cabe a análise a cerca do modelo de produção vigente: o Toyotismo, que tem como um de seus princípios a obsolescência programada, que introduz a baixa durabilidade do produto para que não ocorra uma segunda crise mundial de superprodução, como foi a de 1929. Todavia quem enfrenta a crise no lugar da economia é o meio ambiente, que precisa receber o expressivo montante de dejetos oriundos do consumo excessivo que dificilmente são processados e, ao se levar em consideração a 3° Lei de Newton que diz que: para toda ação há uma reação de sentido contrário e mesma intensidade, é indubitável que o preço cobrado pela degradação do ambiente natural será maior que o da crise econômica para a vida no planeta.

Somada a obsolescência programada, a insuficiência dos aterros sanitários corrobora para a degradação do ambiente e da vida na Terra com a proliferação de doenças, poluição dos lençóis freáticos e do solo. É fundamental que haja uma inversão no modo de tratamento no lixo para um modelo que vise a sustentabilidade, como no Japão que, segundo o G1 notícias, é um exemplo de cuidado com o ambiente, pois recicla seus dejetos não possuindo aterros ou qualquer local aberto com deposição de lixo e ainda produz energia elétrica oriunda do processo de reciclagem. Ao se adotar uma medida semelhante será possível conviver em harmonia com o ambiente e sem prejudica-lo.

Fica evidente, portanto, que a obsolescência programada e a insuficiência dos aterros sanitários são os principais vetores do aumento do número de lixo que degrada o meio ambiente. Sendo assim, se faz necessária a intervenção do Estado que deve, juntamente com Poder Judiciário, criar um Lei que obrigue as empresas a produzir bens com uma vida útil maior, para que se evite o aumento do montante de lixo e se diminua a necessidade de consumo. Além disso, o Estado deve aderir uma nova forma de tratamento do lixo que, assim como o Japão, vise a reciclagem e não o depósito em aterros. Somente com as medidas supracitadas poderemos evitar a proliferação da atual “Hidra” e finalmente nos livrarmos do que afeta e polui o meio ambiente.