Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 15/06/2021

Desde a Revolução Industrial, a humanidade vem consumindo cada vez mais bens materiais e, consequentemente, produzindo quantidades elevadas de lixo. Entretanto, quando essa produção não é acompanhada de ações efetivas de descarte e destinação esses resíduos, como é o caso do Brasil, o que se observa é um cenário de extremos impactos ambientais. A respeito dessa problemática, pode-se citar a negligência estatal e o consumismo da sociedade.

Em primeiro lugar, o Estado brasileiro, infelizmente, não cumpre o seu papel de responsabilidade para o meio ambiente, haja vista os pífios investimentos em políticas de coleta seletiva, bem como a presença de inúmeros lixões no país. Essa situação, além de impactar a natureza por meio de contaminações da água e do solo, cria um descaso com a legislação nacional, que prevê, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), uma obrigação do fim dos lixões em todos os municípios brasileiros. Dessa forma, a negligência do Estado referente ao lixo, for o fato de ser ilegal, é um fator determinante para a permanência de problemas ambientais no país.

Além disso, o aspecto cultural do consumismo na sociedade brasileira também é um agravador dessa realidade triste, pois, calcado na falsa ideia de felicidade (representada na animação “Happiness”, de Steve Cutts), o consumo material tem sido cada vez mais almejado pelo brasileiro.Soma-se a esse fato a falta de responsabilidade que muitas pessoas têm no momento após o descarte, ou seja, elas não enxergam seus lixos como algo que pode afetá-las diretamente, facilitando o descarte desviado. Assim, uma indiligência social não apenas aumenta a produção de resíduos, resíduos mas também dificulta a aplicação de políticas que buscam reduzir impactos ambientais.

Dessarte, urge que os Governos Municipais, por meio do cumprimento da PNRS sob pena de multa, invistam em políticas de erradicação de todos os lixões presentes nos municípios nacionais, bem como construam aterros sanitários nessas regiões, para que hajam reduções dos impactos ambientais e maior promoção da sustentabilidade. Ademais, cabe às ONGs e às empresas de coleta seletiva, por intermédio de ações socioeducativas em escolas, residências e praças públicas, realizem campanhas de coleta de lixo que objetivem reeducar uma população tanto no aspecto do consumo quanto da destinação adequada, mostrando os malefícios ambientais da continuidade das práticas sociais referentes aos resíduos sólidos, o que garantirá participação elevada social na busca por um país mais sustentável. Assim, será possível a formação de uma nação onde uma questão ambiental se torne uma das maiores preocupações do Estado quanto à população.