Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 02/07/2021

No filme “Os sem floresta”, os animais da selva, ao acordarem de uma hibernação, percebem que grande parte dos seus habitats foram devastados para a inserção da vida urbana no local, com a construção de mercados e residências. Nesse contexto, observa-se uma semelhança entre o filme e a sociedade hodierna, uma vez que são cada vez mais recorrentes os casos de destruição ambiental, causados, entre outros fatores, devido ao consumo exagerado no século XXI. Entre esses impactos, tem-se tanto a exploração exacerbada dos recursos naturais, quanto a contaminação do ar atmosférico. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Em primeira análise, vale destacar que, com a grande influência do pensamento capitalista, a sociedade contemporânea não se satisfaz apenas com o necessário, almeja sempre se atualizar na moda, e, para isso, as indústrias passam a retirar, inconsequentemente, as matérias-primas de seus produtos do meio ambiente. Com isso, há o risco de esgotamento desses recursos naturais para as gerações futuras. No entanto, de acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 225, todos têm o direito a um ambiente preservado, de modo a garantir uma sádia qualidade de vida à população em geral. Dessa forma, verifica-se que, apesar de exposto na Carta Magna, infelizmente a exploração dos recursos ambientais ainda se torna presente no Brasil e em todo o planeta. Assim, no caso do Brasil, isso se dá devido à negligência estatal, pois muitas vezes o Governo não mede esforços para a resolução desse revés.

É relevante abordar, em segunda análise, que um dos principais efeitos no âmbito ambiental causados pelo consumismo na contemporaneidade é a poluição atmosférica. Esse problema contribui não só para a redução da camada de ozônio, causando o derretimento de geleiras, bem como para a proliferação de doenças respiratórias. Sob essa ótica, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) o Protocolo de Kyoto, assinado por diversos países, com o intuito de reduzir a emissão de dióxido de carbono na atmosfera. Dessa maneira, vê-se que foi preciso uma atitude mundial para combater a poluição, retratando, portanto, que a busca pela moda interessa mais que o bem-estar e o conforto da comunidade internacional.

Destarte, urge que a ONU, órgão responsável pela manutenção da paz e pelo convívio harmonioso entre os países, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente das nações, promova campanhas conscientizadoras por meio das redes sociais e com a colaboração de influenciadores desse âmbito, como artistas famosos e pessoas importantes, com o propósito de mitigar a exploração indevida do meio ambiente. Assim, os animais da floresta, expostos no filme, terão seus habitats seguros outra vez.