Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 15/08/2021
O filme “Wall-e” retrata a história de um robô e os humanos sobreviventes de uma terra cheia de lixo, traçando uma antologia que mostra o lado negro da vida atrelada ao consumismo exacerbado. Assim como é retratada na série, não há, ainda, a plena construção de uma sociedade que previna os impactos ambientais gerados pelo consumismo contemporâneo, tendo em vista que, no Brasil, a população não tem íntegra consciência das consequências causadas por essa atividade, sendo essa, a maior causa da problemática em questão.
Em uma primeira análise, deve-se destacar que a falta de conhecimento sobre o consumismo exagerado contribui para a perpetuação de um cenário de crise nos ecossistemas atuais. Segundo o MEGACURIOSO, apenas 42% da população brasileira sabe que o consumo exacerbado gera muito lixo e que isso faz com que diversos ambientes se tornem inabitáveis por conta de sua proporção. Dessa forma, tal eixo revela um alarmante semblante da sociedade brasileira, pois a maioria das pessoas não tem noção das sequelas de suas práticas no mercado. Sob essa ótica, torna-se evidente a ineficácia de órgãos como o Ministério do Meio Ambiente, principal órgão público do meio ambiente, pois a população continua ignorante a respeito das atividades que cooperam com esse cenário de instabilidade dos recursos do mundo.
Por conseguinte, no Brasil, as políticas de enfrentamento ao lixo gerado pelas práticas capitalistas se tornam sinônimas de caos. Em 2010, foi criada a Lei nº 12.305, que determina a desativação dos lixões ao ar livre. No entanto, tal prerrogativa não se reverberou e os lixões continuam sendo uma grande preocupação para os setores ambientais. Dessa forma, tal eixo revela a negligência estatal ao não efetivar as leis que amenizam esse cenário de pandemônio ambiental, contribuindo, assim, para a perpetuação das práticas causadoras desses impactos, como a concentração de capital investida em bens materiais descartáveis. Sendo assim, fica claro que o Estado brasileiro deve buscar soluções para o fim dos impactos ambientais provocados pelo consumismo.
Portanto, os caminhos para o combate dos efeitos gerados pelo consumo são pautas relevantes e carecem de soluções. Desse modo, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente), um dos principais agentes públicos que lutam contra as consequências do lixo, através de emendas parlamentares, deve criar um projeto de palestras nos centros urbanos, fornecendo conhecimento sobre o consumismo e seus impactos, principalmente relacionados ao lixo, a fim de diminuir a concentração de rejeitos nos lixões. Dessa forma, se consolidará uma sociedade que evite a situação distópica que é enfrentada no filme “Wall-e”.