Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 08/11/2021
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico”, por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para obter um pleno funcionamento do meio social é necessário mantê-lo igualitário e coeso. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, visto que o consumo exagerado no século XXI impacta negativamente o meio ambiente. Isso é possível devido à cultura, além do capitalismo, favorecendo assim um cenário de iniquidade.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a cultura como um dos principais responsáveis dos prejuízos ambientais causados pelo consumo no século XXI. Conforme Abraham Lincoln, “você não escapa da responsabilidade de amanhã esquivando-se dela hoje”. Nesse sentido, o hábito cultural de mostrar a obtenção de um alto padrão econômico perante a sociedade promove um constate consumo dos produtos em lançamento. Com isso, a compra de objetos reciclados e o reaproveitamento não são incentivados, uma vez que não são bem vistos socialmente pelos cidadãos com alto poder aquisitivo. Dessa forma, quanto maior é a demanda, maior é a produção, assim promovendo um ciclo vicioso, o qual aumenta a quantidade de lixo.
Ademais, o capitalismo emerge como um dos principais causadores do consumo exagerado no século XXI, que impacta negativamente o meio ambiente. Segundo o filósofo Sêneca, “para a ganância toda a natureza é insuficiente”. Nessa perspectiva, depreende-se que as empresas objetivando um maior lucro fabricam os produtos com obsolescência programada, o que faz com que a população seja forçada a adquirir novas mercadorias em menos tempo. Devido a isso, a natureza acaba sendo exaurida pela maior necessidade da retirada de matéria prima, e também pela poluição das indústrias. Dessa maneira, o meio ambiente não consegue se recompor, acelerando o processo de sua degradação. Portanto são necessárias medidas capazes de mitigarem essa problemática. Para isso, é preciso que a mídia, como difusora de informação, através de propagandas e ficções engajadas alerte a população sobre as consequências negativas do modo de consumo no século XXI, a fim de desconstruir a desvalorização do reaproveitamento e a compra de ítens reciclados. Além disso, é imprescindível que o poder público, como regulador social, por intermédio de políticas públicas elabore uma lei que exija das empresas um tempo mínimo de funcionamento adequado de cada produto, de modo que não possibilite a aplicação da obsolescência programada nas mercadorias e, assim diminua a produção de lixo. Desse modo, contribuindo para a concretização do pensamento de Durkheim.