Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 09/08/2021

Embora o pilar da sustentabilidade seja a harmonia entre os âmbitos ambiental e econômico, o consumismo revela que há exacerbada valorização deste em relação àquele, uma vez que a rápida substituição das mercadorias é estimulada a fim de impulsionar o comércio. Em decorrência disso, os impactos ambientais do consumo no século XXI são, principalmente, a superexploração de recursos naturais e o acúmulo de resíduos tóxicos – sendo ambos fatores que põem em risco o meio ambiente. Dessa maneira, torna-se evidente a necessidade de debater e solucionar a questão.

A princípio, é importante destacar que, para atender à constante demanda, o excesso de consumo exige produção em larga escala, o que, por sua vez, exige o uso de recursos naturais em grandes quantidades. Esse problema, no Brasil, é histórico – desde a Colonização tem-se a superexploração do meio ambiente para servir a fins econômicos. Para ilustrar, pode-se citar o preocupante caso da Mata Atlântica que, devido à contínua extração abusiva, teve sua fauna e flora original reduzida a cerca de 7%, de acordo com a ONG SOS Mata Atlântica. Tal realidade tem como efeito o desequilíbrio no ecossistema, fato contrário à Agenda da ONU, com a qual o país se comprometeu, que visa reduzir os danos causados à natureza.

Ademais, é importante frisar que o consumismo se baseia na rápida substituição de mercadorias, tendo, por consequência, o acúmulo de produtos a serem descartados. Diante disso, o lixo, quando abundante ou despojado de modo incorreto, pode expelir substâncias tóxicas prejudiciais ao meio ambiente – como o chorume, que, caso infiltrado no solo, pode chegar às águas subterrâneas e inviabilizar seu uso posterior. Esse efeito do consumo desenfreado sobre a natureza foi retratado na série “Love, death, robots”, produzida pela Netflix, a qual, em um dos episódios, narra a vida de um personagem que reside em um lixão a céu aberto e que, como resultado da exposição à toxicidade, vive em um ambiente nocivo – chamando atenção à necessidade de uma política sustentável que impeça o acúmulo de produtos.

Logo, é imprescindível solucionar os impactos ambientais causados pelo consumo no século XXI. Para tanto, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com ONGs, deve garantir a preservação da natureza, por meio de medidas legislativas que proíbam a superexploração de recursos naturais, incentivando, também, as empresas a criarem produtos com maior durabilidade, a fim de evitar o consumo desenfreado, o acúmulo de descartes e os consequentes prejuízos ao meio ambiente. Assim, a Agenda da ONU será cumprida, e os âmbitos ambiental e econômico estarão em harmonia, possibilitando a efetivação da sustentabilidade.