Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 11/08/2021
Organizada pela ONU no ano de 1972, a Conferência de Estocolmo reuniu vários chefes de estado para tratar de questões ecológicas. Tal evento abriu caminho para mais discussões a respeito do desenvolvimento sustentável. Entretanto, mesmo com grandes investimentos para a melhoria da relação entre homem e meio ambiente, os impactos gerados pelo consumo excessivo no século XXI são bastante preocupantes. Logo, deve-se analisar como o individualismo e a mentalidade consumista se relacionam com o tema, bem como medidas que ajudem na manutenção desses problemas.
Em primeira análise, urge destacar o grande impacto do individualismo na mudança do comportamento ambiental. Conforme as ideologias do filósofo britânico, Adam Smith, as pessoas deveriam ser mais individualistas. Como consequência, esses se tornam mais egoístas ao pensar apenas em si mesmos e adotam práticas não-sustentáveis de consumo, como o uso de materiais não recicláveis. Desse modo, impedindo que a sustentabilidade seja garantida, ameaçando que os recursos naturais sejam suficientes para atender às necessidades das gerações futuras. Assim, enquanto essa mentalidade estiver em maioria, os problemas no meio natural se agravarão.
Outrossim, é cabível discutir sobre os efeitos que a alta disponibilidade de produtos tem na natureza. A ascenção do capitalismo no mundo despertou na sociedade a necessidade de estar sempre lucrando. Com isso, foi criado o termo “obsolescência programada”, em que os produtos são feitos para se tornarem obsoletos rapidamente e, com isso, serem descartados pelos consumidores. No entanto, ao fazer o descarte desses itens, as pessoas não o fazem da maneira correta e acabam lançando resíduos sólidos ou líquidos, a exemplo de metais pesados, no solo e em rios, poluindo o ambiente natural. Dessa maneira, os transtornos no ecossistema persistirão.
Logo, medidas são necessárias para amenizar esses problemas causados pelo consumo. Cabe, portanto, ao Ministério do Meio Ambiente, por intermédio de ONG’s, promoverem campanhas que tragam ideias de sustentabilidade à tona, assim como a apresentação do conceito da “obsolescência programada” para a população. Consequentemente, pode-se maturar uma consciência ecológica no meio social, a qual diminuiria bastante, ao decorrer do tempo, o consumo impróprio dos produtos e os impactos ambientais. Com isso, os objetivos da Conferência de Estocolmo poderiam ser cumpridos.