Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 23/08/2021
A invenção da Indústria, em meados do séculos XVIII, proporcionou grandes avanços na criação de bens de consumo. Dessa maneira, por meio da produção rápida e em grande escala, possibilitou também a expansão do poder de aquisição na sociedade. Contudo, hodiernamente, o consumo desenfreado vem causando impactos ambientais alarmantes, já que exige o uso ilimitado de recursos naturais e produzem enormes quantidades de resíduos. Isto posto, é imprescindível que discutam-se caminhos para resolução de tal impasse.
De acordo com o conceito de sociedade de consumo, de Jean Baudrillard, os indivíduos estão constantemente rodeados por objetos, e apesar de serem seus criadores acabam sendo dominados pelos mesmos, uma vez que o poder de aquisição, há séculos, dita como o indivíduo é visto em sociedade. Por conseguinte, a frequência em que acontece o consumo exacerbado, acaba por tornar a ação, de forma errônea, algo natural. Dessa forma, possuir inúmeros pares de sapatos e trocá-los a cada nova coleção, mesmo que baseado em condições financeiras e ambientais insustentáveis, é idealizado por grande parte da população.
Ademais, é nítida a busca por condições de consumo mais adequadas às questões ambientais. No entanto, o alto valor agregado aos materiais de origem reciclável e produzidos de maneira sustentável, inviabiliza a aquisição dos mesmos, sendo necessário à determinada parcela da população optar por materiais que agridem a natureza. Análogo ao tratado anteriormente, segundo o Ministério do Meio Ambiente, no Brasil, cerca de 1,5 milhão de sacolinhas são distribuídas por hora, as quais poderiam ser trocadas por sacos de papel ou “ecobags”, porém, o baixo custo do artigo, acoplado à falta de informação sobre os impactos do plástico no ambiente marinho e terrestre, tornam as sacolinhas opcional aos consumidores. Logo, ações em prol ao meio ambiente tornam-se cada dia mais difíceis.
Em suma, medidas são necessárias para solucionar os problemas discutidos. Isto posto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente em parceria com Empresas Privadas, promover nas escolas públicas e universidades do país, por meio de projetos e feiras de ciências, incentivo à invenção de materiais com produção sustentável e que possam ser adquiridos com baixo custo, a fim estimular o consumo consciente e imergir os jovens em questõs sustentabilidade. Com isso, inviabilizando que os indivíduos tornem-se reféns do conceito de sociedade de consumo de Baudrillard.