Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 25/08/2021

O artigo 6° da Constituição Federal de 1988,  documento jurídico mais importante de um pais, prevê o direito à saúde como inerente de todo cidadão brasileiro. Todavia, tal regalia não tem se reverberado com ênfase na pratica quando se observa os impactos ambientais causados pelo consumismo do século XXI, deste modo, tornando difícil a universalização desse direito social imprescindível. Perante o exposto, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para o combate de tais impactos ambientais. Nesse sentido, pode-se observar em diferentes conjunturas no país, diversos problemas de saúde causados por exemplo, pelo descarte incorreto de resíduos realizado pelas prefeituras.  Esse cenário, segundo as ideias do filósofo contratualista “John Locke”, caracteriza uma violação do “contrato social”, já que o estado não garante que seus cidadões disfrutem de direitos indispensáveis , como a saúde, o que é, infelizmente, visível no país.

Ademais, é fundamental apontar a alienação da população como impulsionador dos problemas ambientais causados pelo consumismo no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no ano de 2019 aproximadamente 40% do lixo foi descartado de maneira incorreta. Diante de tal exposto, é necessário pontuar que grande parte da responsabilidade recai sobre a população, que não possui o conhecimento necessário para que se realize o tratamento correto do lixo. Em razão disso, diversos problemas que os afetam diretamente, como a deterioração da qualidade de água, aumento do número de pestes, são causados pela alienação da população. Logo, é inadmissivel que esse cenário possa continuar.

Depreende-se portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o estado, por meio de uma campanha, conscientize a população sobre o descarte adequado de lixo, que poderá ser realizado, dentre diversas maneiras, através de incursões escolares e palestras, a fim de tornar a sociedade mais responsáveis em relação aos seus dejetos. Paralelamente, é imperativo que a sociedade, por intermédio de manifestações, cobre de seus governantes o tratamento adequado do lixo de sua cidade, com a finalidade de prevenir diversos problemas de saúde que acompanham o descarte incorreto do lixo. Assim, se consolidará um Brasil mais limpo, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social” ao prover aos cidadãos o direito à saúde, assim como afirma John Locke.