Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 28/08/2021
A Revolução Industrial, no século XVIII, foi um período marcado pelo grande avanço tecnológico e o surgimento da indústria, que consolidou o processo de formação do capitalismo e criou a sociedade consumista. Nesse contexto, apesar do perceptível desenvolvimento econômico, também é possível apontar mazelas oriundas desse período, como os impactos ambientais causados pelo consumo exarcebado. Tal mazela é justificada por dois fatores: o descaso corporativo e a insciência ecológica.
Em primeiro plano, é importante analisar como o comportamento das corporações contribui com a degradação do meio ambiente. Na Segunda Revolução Industrial, no final do século XIX, houve a criação de novos modelos fabris eficientes, como o Fordismo, que através da padronização da produção e da dinamização do tempo, criou a fabricação em massa, gerando estoques, a fim de suprir a demanda emergente na época. Todavia, essa produção em massa carrega consigo uma imensa produção de resíduos sólidos, que na maioria das vezes são descartados incorretamente em lugares inapropriados, como em lixões e na beira de rios. Por conseguinte, tal despejo inadequado culmina no acumulo de entulhos de lixo, causando a contaminação dos solos, poluição hídrica e visual, além de facilitar proliferação de doenças, colocando em risco a saúde da população local.
Outrossim, é válido analisar como a ausência e educação ambiental colabora com tal problemática. O livro “A Sociedade do Espetáculo”, denota uma forte crítica ao capitalismo, ao relacionar o consumo demasiado com a ilusão de realização, justificada pela criação de pseudonecessidades. Sob essa ótica, é indubitável que cada vez mais o indivíduo hodierno adquire e consome produtos de forma desnecessária, fugindo o imprescindível, assim, indo contra os ideais de sustentabilidade: utilizar os recursos que a natureza oferece, da maneira mais eficiente e eficaz possível, buscando o menor impacto ao equilíbrio entre o meio ambiente e o modo de vida humano. Nesse viés, é perceptível que a educação ecológica é essencial na sociedade, visto que o consumo da população deve ser pensado e realizado de forma responsável, visando o equílibrio com os recursos do ambiente.
Portanto, o Governo Federal, por meio da aplicação de verbas públicas, deve tornar obrigatório tanto a presença da coleta de lixo, como a criação de aterros sanitários em todos os municípios e em áreas rurais, a fim de consumar o acumulo indevido dos resíduos, diminuindo os impactos ambientais e resguardando a saúde do corpo social. Ademais, o Ministério da Educação, por meio de uma parceria público-privada com empresas sustentáveis, deve introduzir na grade curricular das escolas a matéria “Sustentabilidade Ambiental”, ensinando os discentes sobre a importância do consumo consciente e do zelo ao meio ambiente, a fim de formar cidadãos ecologicamente responsáveis.