Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 07/09/2021
O filósofo Adam Smith citava: “O consumo é a única finalidade e o objetivo de toda produção”. De fato, é notório que a frase dita pelo estudioso vem, cada vez mais, sendo reforçada pelo mercado capitalista e, dessa maneira, contribuindo para os impactos ambientais ocasionados pelo consumo no século XXI, além de, salientar graves problemas sociais: o aumento exacerbado de lixo devido a obsolescência dos produtos e a destruição de recursos naturais para suprir a demanda produtiva.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a cultura de massa é influenciadora de pensamentos, ações e, em suma, intensificadora de obsolescência. Nessa perspectiva, consoante o teólogo John Piper, uma característica marcante do mercado consumista é a importância de ’ter’ ao invés ‘ser’. Nesse viés, é evidente que marcas e produtos, mediante propagandas que visam o convencimento, manipulam a vontade dos consumidores para estimular o mercado, mostrando sempre que, de fato, há a necessidade de adquirir algo novo para ser aceito ou “estar na moda " e, sendo assim, faz com que a cultura seja massificada e que as pessoas sejam passivas na escolha do que vão usufruir.
Ademais, é importante frisar que, enquanto houver descontrole no consumo, haverá serevos impactos ambientais. Nesse sentido, a ativista sueca Greta Thunberg luta pelo posicionamento correto dos países sobre a ambiência. Desse modo, há divergências entre consumo e meio ambiente, visto que, em decorrência da massificação e necessidade de custo, a natureza está sendo degradada de maneira exagerada sem que aja nenhum maneijo relacionado à preservação desta, acarretando no aumento da temperatura global, além de diminuição da fauna e flora local e poluição da vegetação e solo. Nesse prisma, ficam claras as consequências que o princípio explicitado por Smith traz para a sociedade atual.
Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas visando mitigar os impactos ambientais causados pelos gastos da população. Para tanto, faz-se mister que o Estado promova políticas públicas voltadas para a preservação da natureza, por meio da fiscalização correta da extração de recursos naturais, principalmente os não renováveis, com o fito de diminuir os impactos ambientais sofridos e fazer com que o consumo seja feito de forma cocomitante à preservação. Dessarte, é imprescindível que às escolas de ensino fundamental e médio façam palestras mostrando a necessidade do consumo consciente para as crianças e adolescentes. Só assim será possível mudar o pensamento de ’ter’ para ‘ser’ dito por John e atender a súplica de Greta.