Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 19/07/2022
A Constituição Federal do Brasil prevê o direito a todos de um ecossistema equilibrado. Contudo, a falta de iniciativas para combater o consumo desacerbado na sociedade contemporânea e, consequentemente, seus impactos ambientais ainda é um problema a ser enfrentado. Isso se deve tanto à negligência do Estado como também o descaso das escolas.
Nessa perspectiva, o alto consumo de produtos como metais, plásticos, e embalagens descartáveis são os principais agentes poluidores do solo, do ar e dos recursos hídricos. Paralelo a isso, segundo a ONG WWF Brasil, a sociedade brasileira é a quarta maior produtora de lixo plástico do mundo, porém, apenas 1,3% desse lixo é reciclado, o que contradiz o artigo 225 da Constituição de 1988, haja vista o desleixo do poder público nessa área. Dessa forma, é incabível que o Estado não seja capaz de cumprir com seus deveres e minimizar o acentuado consumo no século XXI e seus derivados impactos ambientais.
Ademais, a careza de ações das escolas para sanar esse problema que tanto afeta o ecossistema atual representa um dos motivadores desse impasse. Nesse sentido, o filósofo Michael Foucalt destaca a função normalizadora dos micropoderes, como a escola, na sociedade, logo, essa instituição, assim como seus líderes, deveria ter o compromisso de estimular a não valorização de produtos não biodegradáveis. Desse modo, é inaceitável que o Ministério da Educação, principal órgão público responsável pela regulamentação da educação no Brasil, não elabore medidas de enfrentamento aos impactos ambientais gerado pelo constante consumo do século XXI.
Diante dos fatos expostos, o Estado, com a ajuda do Ministério da Educação, deve criar campanhas de preservação ambiental nos meios midiáticos, como telejornais, revistas e redes sociais, para conscientização sobre os impactos ambientais originados pelo alarmante consumo no século atual. Tais medidas devem ser executadas por meio de parcerias com empresas privadas, isentando-as de altas taxas de impostos, para minimizar os desafios que ainda precisam ser enfrentados. Espera-se, com isso, que diminuam os inconvenientes que produzem a desordem do ecossistema equilibrado.