Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 11/10/2021

No período da Guerra Fria, o bloco capitalista impunha um modo de vida padronizado a todos os povos: o “modo de vida americano”. Posteriormente, com a consolidação do capitalismo de mercado, esta cultura de massa rapidamente se difundiu no mundo ocidental. No entanto, problemáticas de ordem ambiental acompanham esse consumismo desenfreado, que gera toneladas de lixo eletrônico, frutos da obsolescência programada.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que as relações interpessoais da modernidade são objetos de estudo de muitos sociólogos. Entre eles, Zygmunt Bauman, que teoriza a “era da liquidez”, onde os anseios pelo consumo servem apenas para fixar um lugar na sociedade e distinguir as pessoas pelo que elas têm. Dessa maneira, comprar se torna mais que uma necessidade, uma autoafirmação. Por consequência, impera no mundo o pensamento comum “você vale o que tem”.

Ademais, para gerar lucro, a população deve estar sempre comprando. A partir disso, as empresas de tecnologia programam os produtos para se tornarem fúteis com o passar do tempo, por meio da obsolescência programada. Por conseguinte, o lixo eletrônico descartado incorretamente nos lixões de todo o mundo contribuem com a contaminação de lençóis freáticos, pois a química empregada nos produtos é de alta toxidade. Além disso, a vida útil dos equipamentos é longa, e isso agrava ainda mais as questões socioambientais das cidades.

Portanto, é de extrema importância a ação de Estados e Municípios no que diz respeito à coleta seletiva de lixo. É necessário, com o apoio da sociedade, dar um destino correto ao lixo eletrônico. Então, por meio de ações informativas, o povo deve ser instruído sobre como descartar corretamente os dejetos eletrônicos. Afinal, eles podem ser reciclados. Dessa maneira, a ameaça iminente ao meio ambiente pode ser combatida antes que seja tarde demais.