Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 20/10/2021
“Nesta terra, em se plantando, tudo dá”. É assim que Pero Vaz de Caminha, em sua carta, descreve as terras brasileiras Essa mentalidade de produção é um bom exemplo do que viriam a se tornar os futuros séculos de desejo constante pelo consumo. Apesar do hiato temporal, a partir do século XX, é possível ver a corrida mundial em busca de minimizar os impactos ambientais causados pela cultura capitalista, impactos esses que, talvez, Pero Vaz não pensou que existiriam ao contemplar o solo brasileiro. A partir desse contexto, é válido discutir o que motiva e o maior efeito dessa prática exploratória da natureza.
Com efeito, é fundamental entender que o principal causador da atual situação de crise ambiental é a histórica postura imediatista, isto é, produzir a qualquer custo sem se preocupar com as consequências. Isso se deve, assim como estudado pelo escritor Ailton Krenak em seu livro “Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”, à sociedade do consumo ter uma mentalidade que visa apenas o lucro, sem ter o mínimo de responsabilidade ambiental. Sob esse viés, nota-se como a produção predatória é perigosa, pois, ao tratar os recursos naturais como ilimitados, expõe-se toda uma civilização à incerteza de que sequer haverá vida para as gerações futuras. Tal questão é tão importante que é retratada desde o desenho da Disney, WALL-E, até nos discursos da ativista ambiental Greta Thunberg.
Convém pontuar, ainda, que a destruição do meio ambiente é o principal impacto do consumo no século XXI. Prova disso são os dados da instituição internacional, WWF, para a qual o Brasil aparece em primeiro lugar em potencial de recursos naturais, porém é o quarto país do mundo que mais produz lixo, e só recicla 1% dele. Assim, percebem-se como os dados tendem a se tornar cada vez mais desfavoráveis, afinal, um país com uma capacidade tão grande deveria cuidar de suas riquezas, mas esse cenário não é o brasileiro. Tal fato pode ser observado pelo Ranking de Felicidade da ONU que, devido à boa gestão de conciliar a preservação ambiental e os avanços tecnológicos, a Finlândia aparece em primeiro lugar pelo quarto ano seguido, enquanto o Brasil decai de posição.
Portanto, percebe-se a urgência em resolver a questão da destruição ambiental causada pelo consumo. Para isso, é fundamental que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Economia, destine recursos financeiros para instituições que buscam remediar o meio ambiente. Tal medida ocorrerá por meio da criação de um Projeto Nacional de Incentivo ao Consumo Consciente, o qual irá servir como instrumento para orientar a sociedade a escolher alternativas sustentáveis. Isso será feito a fim de garantir um planeta saudável para as gerações que virão. Afinal, se a terra é boa e o que se planta dá, que se cultive responsabilidade para com a natureza.