Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 08/11/2021

O filósofo Aristóteles propõe que a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Entretanto, não é isso que se nota na sociedade brasileira no que tange à política ambiental do país, visto que os impactos ambientais causados pelo consumo não recebem a devida atenção do Estado. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, causado principalmente pelo silenciamento e pela má influência midiática.

Deve-se pontuar, de início, que a falta de debates sobre tais impactos é um fator determinante para a persistência do problema. Sob essa lógica, segundo Habermas, a linguagem é a verdadeira forma de ação. De forma análoga ao pensamento do filósofo, os impactos de um consumo irresponsável poderiam ser atenuados caso os gastos ecológicos para produção de um produto e as suas consequências ambientais fossem mais divulgadas, podendo trazer mais conscientização da população através da informação e do debate.

Em uma segunda análise, vale destacar que a má influência midiática também é um outro grande intensificador da gravidade do problema. De acorco com Pierre Bourdieu, aquilo que foi criado para se tornar um instrumento de democracia não deve ser convertido em um mecanismo de opressão. Nesse sentido, as redes de comunicação não cumprem seu papel ao incentivar o consumismo por meio de propagandas, sem discutir as consequências de tais atos para a biodiversidade, que é diretamente afetada pelos poluentes das fábricas.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de reduzir os efeitos do consumo na natureza. É fundamental, portanto, que as secretarias de educação de cada estado, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), desenvolva palestras ministradas por especialistas da área em horário extra classe, com o intuito de conscientizar os estudantes, que são uma parcela da futura geração ativa de consumidores, e, dessa maneira, apaziguar tais impactos. Ademais, o MMA pode desenvolver propagandas com dados sobre as consequências da poluição na saúde da sociedade e na natureza, que seriam veiculadas pelas emissoras de televisão de canal aberto, para atingir o máximo da população e, assim, tratar o problema com a devida importância.