Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 20/11/2021
A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê no artigo 225, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado como inerente a todos, sendo um dever do Estado e da coletividade preservá-lo. No entanto, essa premissa não se faz presente no atual cenário brasileiro, uma vez que o consumismo no século XXI impacta diretamente a natureza. Ademais, essa é uma grande problemática, instaurada não só pela negligência estatal como também pela educação precária que atinge grande parte da população.
Sob esse viés, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais que combatam os danos sofridos pela fauna e flora. Já que tal problema vem permeando pela sociedade e culminando em uma série de adversidades, a exemplo disso, destaca-se o aumento da fabricação de produtos decartáveis, como copos plásticos. Desse modo, o descarte inconsciente desses objetos contribui para a manifestação de problema ambientais, pois a demorada decomposição interfere no ciclo natural, impactando animais e o solo. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista Jonh Locke configura-se como uma violação do contrato instituído entre o Estado e o povo, na qual o órgão eleito deveria equilibrar as ações da comunidade, buscando o contínuo progresso, o que infelizmente não ocorre.
Outrossim, vale salientar a má educação popular como um impulsionador da adversidade. De acordo com o filósofo prussiano Immanuel Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Assim, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Diante disso, é perceptível na sociedade atual a cultura do consumismo, que consiste na acumulação de bens cada vez menos necessários. Nesse sentido, implica a ideia de “efeito manada”, imposta pelo psiquiatra Sigmund Freud, onde poucas pessoas tem total influência nas ações de muitas. Isto é característica das redes sociais, pois instigam a compra de produtos frutos do marketing de grandes empresas. Em síntese, as proporções dignas de preocupação só se tornaram um fato por causa da deficiência crítica do corpo social.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que atenuem essa problemática. Logo, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pela administração da educação no país - trabalhar diretamente na raíz do problema: o senso analítico da comunidade. Por meio de investimentos estratégicos em todas as escolas, incentivando os profissionais competentes, principalmente os que lecionam nas áreas de linguagens e sociologia, à mostrar para seus alunos a realidade do mundo atual, e os cuidados que devem ter para não cair em armadilhas sociais. A fim de que o corpo discente saia do ensino conteudista, e foque um pouco mais na realidade contemporânea. Feito isso, o ser humano poderá creditar novamente sua confiança à Carta Magna de seu país.