Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 22/10/2017

Henry Ford, empresário do ramo automobilístico, disse, no início do século XX, que o cliente pode comprar um carro de sua marca de qualquer cor, desde de que seja preto. Hoje, no entanto,  com a evolução dos modos de produção, a especialização dos produtos se tornou uma realidade e trouxe à tona o consumismo. Nesse  cenário, percebe-se um descaso de parte da sociedade que, em nome do consumo, abdicam de ter um modo de vida mais sustentável e os reflexos desse comportamento são vistos na esfera ambiental, como o crescente acúmulo de lixo, tornando necessário o debate dos impactos ambientais do consumo para a contrução de uma sociedade mais ecologicamente sustentável.

Segundo Karl Marx, o fetiche da mercadoria — fenômeno social em que o produto passa a ter valor social — é o principal motor para o consumo exacerbado. Nesse contexto, há um aumento na obsolescência dos produtos o que dificulta o menor consumo. Assim, há um crescimento na quantidade de lixo produzida que, aliado a formas ineficientes de descarte, trás graves consquencias para a sociedade como a contaminação de lençois freáticos, enchentes e doenças.

De acordo com Thomas Hobbes, o homem é o lobo do homem. Ou seja, o homem é o maior responsável pelos problemas ao seu redor. A escassez dos recursos naturais, necessários para a cada vez maior demanda por produtos, e as consequentes alterações climáticas que o plante sofre podem ser vistas como exemplos da forma predatória que o ser humano age sobre si mesmo.

Infere-se, portanto, que o estilo de vida da sociedade é causador de problemas ambientais perigosos à humanidade. O Ministério da Fazenda, através de incentivos fiscais semelhantes aos que recebe a Cultura através da Lei Rouanet, promova uma produção mais sustentável com a utilização de matéria-prima renovável, energia limpa e produtos biodegradáveis. Ainda, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente divulgue, por meio de campanhas midiáticas e atividades pedagógicas em escolas, a importância de um consumo mais consciente com o objetivo de diminuir o feitiche por mercadorias, reduzindo o consumo e criando um cenário em o homem deixe de ser o lobo de si próprio e da natureza, para vir a ser o salvador desse bem que possui.