Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 22/10/2017
Na percepção de Paul Atson, co-fundador da Greenpeace, a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente. Nesse sentido, vivencia-se hoje uma contraditória atuação das pessoas em relação a esta frase. Isso porque, no Brasil, catástrofes ambientais vem aumentado, principalmente, pelo desmatamento da sua fauna e flora, além da intensificação do consumo pela população, comprometendo a saúde do indivíduo e da natureza.
A inserção do modelo capitalista, iniciado no século XVIII, tornou o incentivo ao consumo uma das medidas essenciais para a estabilidade de cada Estado, concedendo a eles o desenvolvimento e a estabilidade necessária. Dessa forma, para promover essa ascensão, fez-se imprescindível a retirada de matérias-primas da natureza, adotando, como consequência, práticas de desmatamento em massa. A exemplo disso, de acordo com o INPE, a Mata Atlântica perdeu aproximadamente 93% da sua cobertura vegetal, restando apenas 7%. Hoje é considerada a quinta área mais ameaçada do planeta.
Somado a isso, em paralelo com o aumento do desmatamento, a produção de lixo tornou-se evidente. Isso se deve, sobretudo, pela alto consumo da população brasileira. De acordo com o IBGE, cerca de 250 mil toneladas de lixo é produzido por dia em todo o Brasil. Além disso, a destinação dos mesmos é inapropriada, estimulando a criação de lixões e aterros irregulares, afetando diretamente solos, lençóis freáticos e a qualidade de vida de milhões de brasileiros.
Nota-se, portanto, medidas que a visem a diminuição dos impactos causados pelo homem. Diante disso, o Ministério do Ambiente, junto com o Legislativo, deve ampliar a fiscalização do desmatamento no Brasil e promover duras punições aqueles que por ventura comentam esse tipo de crime. Ademais, a mídia, em parceria com a OMS, deve fazer campanhas que falem sobre os impactos ambientais causados pelo consumismo, para que, assim, as espécies possam viver em harmonia com o meio ambiente.