Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 24/10/2017
O consumo faz parte da vida do ser humano, tanto por questões fisiológicas quanto por satisfações pessoais, entretanto, o problema da sociedade adveio do consumismo. Nesse sentido, de acordo com o pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, muito além da satisfação de necessidades, consumir passou a ter um peso primordial na construção de personalidades. Destarte, o consumismo desenfreado tem potencializado a problemática ambiental, haja vista o aumento da queima de combustíveis fósseis, além do excesso de produção de lixo.
Vale ressaltar que, com o sobreveio do capitalismo, a população passou a ter maior acesso aos bens e serviços disponibilizados pelas indústrias. Entretanto, para acompanhar o crescimento da demanda, as fábricas tiveram que aumentar a sua produção, e, consequentemente, a exploração excessiva de recursos naturais, tendo em vista dados do relatório Planeta Vivo, no qual a população mundial consome 30% a mais do que o planeta consegue repor. Decerto, o aumento da queima de combustíveis fósseis pelas indústrias acarreta em maior emissão de dióxido de carbono, um dos gases responsáveis pelo aquecimento global, além da formação de chuva ácida nos centros urbanos.
Ademais, o indivíduo com o intuito de estar socialmente dentro das inovações tecnológicas, recebe influência da obsolescência programada, na qual há a troca cada vez mais rápida dos produtos adquiridos, já que em curto prazo são substituídos por produtos mais inovadores. Desse modo, os bens perdem o seu valor, mais rapidamente do que o previsto, e, portanto, são descartados, o que ocasiona excesso de lixo urbano, tendo em vista as 61 milhões de toneladas de lixo anual produzidos pelo Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Assim, o excesso de lixo contribui na contaminação de rios e lençóis freáticos, além de contribuir na formação de lixões a céu aberto.
Fica claro, portanto, que o consumismo impacta negativamente no meio ambiente, o que urge a necessidade de soluções. Uma forma eficaz é a fiscalização do Governo Federal e ONG’s acerca do cumprimento da lei, por parte das indústrias, quanto às ações de sustentabilidade, o que garante melhor aproveitamento dos recursos naturais, além da diminuição da emissão de gases poluentes. Outrossim, a mídia, como formadora de opinião, deve transmitir campanhas que incentivem a utilização dos 4R propostos – repensar, reduzir, reutilizar e reciclar, com o papel de conscientizar a população quanto ao consumismo. Somado a isso, a população é importante ao adotar condutas sustentáveis diárias, para que diminua os impactos da industrialização sobre o meio ambiente, legitimando assim, o papel de cada esfera social no processo de sustentabilidade.