Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 26/10/2017

Com a terceira revolução industrial, em meados do século passado, o modo de produção se tornou mais eficaz, propiciando um aumento do consumo. Atualmente, entretanto, esse aumento tem impactado diretamente o meio ambiente de forma negativa, principalmente, devido à etapa de produção e ao descarte.

Primeiramente, os recursos naturais, por serem fundamentais na síntese de mercadorias, são as principais vítimas desse consumismo. Tendo como principal motivo a falta de sustentabilidade, já que o aproveitamento exagerado desses bens e também o desmatamento descontrolado, acabam não disponibilizando o tempo necessário para que a natureza se recupere. Além do mais, outro importante fator é o uso exacerbado de água durante esse processo, já que, por exemplo, a água virtual da produção de um quilograma de carne bovina é de 15 mil litros. Fatores esses que podem acabar levando à escassez desses recursos, modificando o funcionamento da fauna e flora de biomas inteiros.

Além disso, devido ao aumento do consumo, juntamente com a obsolescência programa, que faz com que produtos sejam descartados em pouco tempo, a quantidade de lixo sofreu um grande aumento. Com isso, a construção de lixões gera diretamente a poluição do solo, pela formação do chorume e metais pesados, como dizia Lavoisier que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, tornando essas regiões contaminadas. Ademais, o dejeto indevido nas cidades polui também as águas, já que, após a ação das chuvas, essas impurezas são levadas para rios e mares, diminuindo a qualidade de  vida de seres vivos desses habitats, podendo causar, até mesmo, a extinção de alguns.

Portanto, medidas são necessárias para que os impactos do consumo não afetem tanto a natureza. Sendo assim, a criação de leis, pelo congresso, juntamento com o Ministério da Natureza e uma boa fiscalização, que fundamentam uma exploração sustentável, estipulando a quantidade máxima de recursos a serem retirados de determinadas áreas durante um certo tempo, propiciariam o não esgotamento de tais. Além da construção de aterros sanitários pelas prefeituras municipais e de propagandas através da mídia, com ONG´s como o Greenpeace e WWF, que conscientizem os cidadãos sobre a importância do descarte correto do lixo.