Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 01/11/2017

A banalidade do mal

Segundo a filosofa Hannah Arendt, o pior mal é aquele visto como algo banal. Diante dessa reflexão, desde que o homem adotou o pensamento antropocêntrico, em meados do século XIX, o meio ambiente passou a ser instrumento para o seu desenvolvimento, e sua degradação tornou-se algo cotidiano, o qual muitas pessoas não consideram um problema.

A princípio, embora o consumo seja algo importante para a economia brasileira, gerando emprego e renda, sua consequência é principal motivo causador de impactos ambientais. Dessa forma, os objetos perdem valor rapidamente, acumulando-se em grandes montes de lixo, sem qualquer tratamento do solo nem iniciativas de reciclagem, corroborando para a intoxicação dos lençóis freáticos, poluição atmosférica, propagação de doenças entre diversos outros problemas.

Outrossim, embora o governo brasileiro tenha criado uma lei que proíbe os lixões nas cidades, não há cumprimento da mesma. Nesse contexto, as prefeituras não dispõe de arrecadação suficiente para efetuar a lei, principalmente em regiões de baixa população. Dessa forma, o governo não abdica de parcela dos ganhos públicos para construção de aterros sanitários adequados, bem como para incentivo a reciclagem, o que caracteriza mais um problema, uma vez que essas atitudes resolveriam boa parte da situação

É necessário, portanto, que os impactos ambientais não sejam um mal banal no Brasil, assim, todos se mobilizarão para o fim dos problemas. Dessa forma, cabe ao Estado em parceria com as empresas investirem em logística reversa, responsabilizando também as instituições com o destino de seus resíduos. Além disso, com a colaboração da população e cooperativas de catadores de lixos, é possível a realização da coleta seletiva em prol da reciclagem. Somente assim, contornado o pensamento antropocêntrico, é possível viver em um país mais sustentável e saudável.