Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 27/10/2017

O pensamento antropocêntrico da revolução industrial no século XIX, colocava os interesses humanos como centro de todas as coisas, sendo a natureza, dessa forma, um instrumento para o desenvolvimento. Contudo, esse raciocínio retrógrado acabou gerando sérios impactos ambientais nos tempos modernos, gerados principalmente pelo modelo capitalista,  o qual incentiva o consumismo e provoca o acúmulo de resíduos no planeta.

Nesse contexto, embora o consumo seja algo importante para a economia brasileira, gerando emprego e renda para os cidadãos, sua consequência tem colocado o meio-ambiente em risco. Dessa forma, os objetos perdem valor rapidamente, acumulando-se em grandes montes de lixo, sem qualquer tratamento do solo nem iniciativas de reciclagem, corroborando para a intoxicação dos lençóis freáticos, poluição atmosférica, propagação de doenças, entre diversos outros problemas.

De outra parte, não há conscientização da população com relação ao consumismo exacerbado e nem com as coletas seletivas. Além disso, o governo não abdica de parcela dos ganhos públicos para construção de aterros sanitários adequados bem como para incentivo a reciclagem, o que caracteriza mais um problema, uma vez que essas atitudes retornam valor econômico, anulando os gastos e resolvendo o problema do lixo no Brasil. Mesmo existindo uma lei brasileira que proíbe lixões a céu aberto, não há cumprimento da mesma.

É necessário, portanto, que o estado em parceria com as empresas invista em usinas de tratamento de lixo, aproveitando seu potencial energético para gerar energia elétrica, utilizando-a na manutenção da usina e o excedente na iluminação pública das cidades. Outrossim, com a colaboração da população e cooperativas de catadores de lixos, é possível a realização da coleta seletiva em proe da reciclagem. Somente assim, contornado o pensamento antropocêntrico, é possível viver em um país mais sustentável e saudável.