Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 03/11/2017
A terceira Lei de Newton enuncia que, para toda ação, há uma reação. Desse modo, o consumo desordenado no século XXI e ausência de gestão desses resíduos produz inúmeros impactos negativos seja diretamente no meio ambiente seja na saúde da população. Sendo assim, torna-se imprescindível que a sociedade brasileira e o Poder Público adotem medidas para promover no país um desenvolvimento sustentável.
É necessário analisar, inicialmente, que a ausência da preocupação ambiental e de planejamento para o uso dos recursos naturais marcou o início da Industrialização brasileira, na Era Vargas, e se reflete até os dias atuais. Segundo a ONG SOS Mata Atlântica, esse bioma que abriga os maiores polos econômicos do país, possui apenas 12,5% da cobertura original. Sendo assim,essa área sofreu vários impactos decorrentes do desmatamento, como o aumento da erosão do solo local.
Além disso, observa-se que sistema capitalista de produção, supervaloriza o lucro em detrimento de práticas sustentáveis. Dessa maneira, os aparelhos fabricados, por exemplo, eletrodomésticos, “smartphones” e computadores possuem vida útil curta, prática denominada obsolescência programada, o que antecipa seu descarte e a superlotação dos locais de disposição final. Essa lógica, gera aumento na demanda por recursos naturais, intensificando a degradação ambiental e seus efeitos, tais como aumento do efeito estufa e o desequilíbrio ecológico da biota.
Por fim, é imprescindível ressaltar que no Brasil há uma legislação específica para o descarte dos resíduos consumidos, a Politica Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) aprovada em 2010. Porém, não há efetiva aplicação dessa lei, sobretudo no que tange a disposição final do lixo que deveria ser em aterros sanitários. Entretanto, ainda prevalece nos municípios os lixões a céu aberto; nesse sistema de despejo, não há nenhuma proteção do solo. Sendo assim, o chorume infiltra contaminando o lençol freático e água que, posteriormente, pode vir a ser consumida pela população, causando consequências à saúde. Ademais, nessas áreas proliferam-se mosquitos e ratos transmissores de doenças graves.
Fica evidente, portanto, que faz-se necessária a intervenção civil e estatal. O Estado carece de fornecer incentivos fiscais, como o desconto de impostos federais, para as indústrias que adotarem métodos de reciclagem dos produtos fabricados, uma vez que torna-se desnecessário a retirada de mais recursos do meio ambiente e diminui o volume de lixo descartado. É imperativo, ainda, que as associações de bairro pressionem o poder executivo dos municípios, através de manifestações em praças públicas, a fim de acabar com os lixões a céu aberto, para eliminar as ameaças a saude local.