Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 20/02/2018
A presente massificação do consumo que é tão constante na contemporaneidade ascendeu principalmente após a 2° Revolução Industrial, pela exigência também de novos mercados consumidores e traz consigo o resultado de uma delicada questão atual, os impactos ambientais decorrentes do consumismo. Destarte, o excesso de consumo acarreta uma produção de resíduos acima do que o planeta ou mesmo os órgãos competentes pela reciclagem são capazes de realizar, situação que precisa ser evitada antes que fique mais insustentável.
Nesse sentido, Sócrates afirmava que “Os erros são consequência da ignorância humana”, o que incute nos hábitos consumistas adotados por parte da população atual. Visto que, a desatenção perante o fim deste ciclo mercadológico exagerado causam problemas ambientais e sépticos que afetam todo o planeta e precisam ser revistos imediatamente.
Outrossim, parte da inércia desta preocupação com o meio ambiente é causada pela ausência da percepção quanto aos resultados que o próprio consumo propicia. De modo que a constante substituição de produtos como o celular, ou mesmo de roupas urge com maior demanda de recursos naturais e consequentemente mais resíduos ao fim do ciclo de uso. Visto que caberia dois caminhos principais: consumir menos e reutilizar, a fim de impactar mais brandamente o meio ambiente.
Ademais, existe uma certa “cegueira” no censo comum quanto ao destino do lixo, na qual a maior preocupação é que o mesmo não se acumule em calçadas ou ruas, não sendo relevante o destino final do mesmo. Entretanto, seguindo a máxima de Lavoisier “Nada se cria, tudo se transforma”, além de remover os resíduos, é preciso realizar coleta seletiva, descarte apropriado dos compostos orgânicos em aterros sanitários e reutilizar os materiais processados sempre que possível. Posto que, além de mitigar os índices de poluição como em lençóis freáticos por causa do chorume, melhoraria a qualidade de vida por menor propagação de doenças, a exemplo da dengue. Para que não chegue a uma situação extrema que não se tenha, ou falta de recursos, ou ausência de locais para descartar o lixo.
Infere-se, portanto, a adoção de hábitos sustentáveis, inclusive de consumo. Então, caberia ao Ministério do Meio Ambiente veicular em canais abertos e redes sociais, condutas mais racionais e prudentes, perante o consumo, mas também para o descarte apropriado. De modo que, para este último houvesse legislação federal específica, promulgada pelo Congresso Nacional que exigisse a todos os municípios terem coleta seletiva e descarte e reciclagem condizente em aterros sanitários, sob pena de sanções e multas para os que não cumprissem essas medidas. Propiciando, assim, melhorias ao planeta, ao país, a sociedade e deixando Sócrates orgulhoso das melhorias conquistadas.