Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 29/10/2024

No século XIX, na Alemanha, surgiu a Escola de Frankfurt, uma vertente filosófica a qual analisava os impactos da alienação - gerada pela indústria cultural - no impulsionamento ao consumismo pela sociedade. Tristemente, na atualidade do século XIX, o consumo desenfreado ainda é um grande problema, sobretudo ao considerar os entraves para combater seus impactos ambientais. Logo, pa-ra reverter a situação, é crucial avaliar seus agravantes: a inatividade estatal e a indiferença social.

A princípio, é válido ressaltar o problema como uma consequência direta da inoperância do Esta-do. Nesse viés, cabe citar a definição de “Instituições Zumbis”, as quais, de acordo com Buaman, mantém suas estruturas em vigor, mas não cumprem efetivamente suas funções. Sob essa ótica, o aparato público brasileiro enquadra-se no conceito baumaniano, haja vista que os impactos ambi-entais causados pelo consumismo, a exemplo do comprometimento da fauna e da flora locais, são decorrentes da ignorância e desinformação. Portanto, enquanto o Estado permanecer inoperante quanto às suas obrigações com o bem-estar geral e a integridade ambiental, essas consequências tomarão proporções cada vez maiores.

Além disso, é importante pontuar a indiferença da sociedade como um agravante do quadro. Nes-se prisma, na leitura de “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago, é retratada uma comunidade afetada pela “cegueira branca”, o que a deixa paulatinamente “cega” para as dinâmicas sociais ao seu redor. Analogamente, a sociedade brasileira tem “fechado os olhos” para os impactos ecológi-cos do seu consumismo, sendo omissa quanto aos seus desdobramentos, como o desmatamento e o aumento do número de lixões a céu aberto. Dessa forma, em função da carência de debates e de engajamento para a reversão do quadro, o ecossistema continua sendo lesionado, o que precisa ser revertido em prol da conscientização geral.

Portanto, diante do exposto, medidas são imprescindíveis para combater tais entraves. Com esse fim, o Estado - agente promotor do bem-estar social - deve, por meio do Ministério do Meio Ambi-ente, implementar a disciplina “educação ambiental” nas grades curriculares do ensino nacional. Assim, o objetivo de extinguir os impactos ambientais causados pelo consumo será alcançado, finalmente conscientizando a sociedade, como almejara, ainda no século XIX, a Escola de Frankfurt.