Impactos ambientais do consumo no século XXI

Enviada em 29/03/2018

Na época da Revolução Industrial, com o crescimento das industrias, foi criado o sistema de produção toyotista, que visava a fabricação de bens não duráveis, com a proposta ‘‘just in time’’. Hodiernamente, no Brasil, essa técnica persiste e está causando grandes impactos no meio ambiente. Sendo assim, para reverter esse quadro, faz-se necessária uma parceria entre a população e as escolas.

Em primeiro lugar, é indubitável que, em pleno século XXI, a propaganda exerce grande influência na vida dos indivíduos. De maneira análoga, muitas pessoas adquirem certos produtos sem necessidade de uso. Uma prova disso está na ideia de modernidade líquida, de Zygmunt Bauman, que diz que o prazer imediato tem se tornado prioridade na vida das pessoas. Dessa forma, é notório que o consumo exagerado é um fator negativo e que precisa ser controlado.

Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. Por consequência do consumo desenfreado, o meio ambiente sofre diversos impactos. Nesse contexto, muitos objetos são descartados de forma irregular na natureza. No Japão, em 1948, resíduos sólidos foram despejados na Baía de Minamata, o que gerou a contaminação dos peixes e acarretou em mais de mil mortes.

Em virtude dos fatos mencionados, torna-se fundamental uma ação conjunta entre a população e as escolas. É imprescindível que a população controle os seus gastos, tendo consciência e evitando o consumo exagerado, adquirindo somente o que for necessário, amenizando assim, o descarte incorreto de objetos na natureza. De acordo com Imannuel Kant, ‘‘o ser humano é aquilo que a educação faz dele’’. Dessa forma, cabem às escolas oferecerem palestras, ministradas por ambientalistas, que discutam sobre a importância das crianças e jovens descartarem o lixo de forma correta. Logo, poder-se-á afirmar que a pátria educadora oferece mecanismos exitosos para a preservação do meio ambiente no Brasil.