Impactos ambientais do consumo no século XXI
Enviada em 12/04/2018
O filme Wall-E retrata uma distopia onde após transformar a Terra em um enorme lixão inabitável a humanidade passa a viver em uma nave no espaço. Fora das telas, o consumo em excesso e a destinação inadequada do lixo gera impactos ambientais semelhantes ao filme.
Desde a Revolução Industrial no século XVIII a natureza vem sofrendo grandes desafios. A produção em massa nas fábricas deu início ao avanço da poluição atmosférica através da emissão de gás carbônico. Além disso, trouxe também um grande inimigo ao meio ambiente: o consumismo, o lixo e outros resíduos gerados pelas embalagens e produtos descartados inadequadamente vêm deixando um extenso rastro de impactos ambientais, como a contaminação do solo, da água e do ar. Além disso, é importante ter noção de que quanto mais se consome, mais se produz e essa produção e feita de recursos naturais onde muitas vezes não são renováveis.
Embora no Brasil a Política Nacional dos Resíduos Sólidos tenha imposto o prazo de 2014 para os lixões serem encerrados não teve muito sucesso. Infelizmente ainda existem muitos lugares onde não há coleta seletiva do lixo e seu descarte em lixões e aterros irregulares é recorrente, causando a contaminação do solo pelo chorume produzido pelos resíduos e do ar pelo gás metano que é liberado, entre outros. Outro obstáculo é a obsolescência programada, ou seja, a validade de produtos eletrônicos, dado que após um período de uso esses objetos são considerados “inválidos” e são descartados para serem substituídos e continuarem mais um ciclo do consumismo. Entretanto, a questão não é o comprar e sim o descartar, aparelhos eletrônicos são ricos em emissão de poluentes por possuir metais pesados que fazem mal ao solo e à água, além de serem produzidos por matérias-primas e gastarem muita energia na produção.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. As prefeituras de cada cidade devem mapear as regiões onde não há coleta seletiva e iniciá-las e devem fechar lixões e aterros irregulares e encaminhar o lixo para aterros sanitários regulares com coletas seletivas e reciclagem, além de tratamentos especiais para lixos eletrônicos e até mesmo fazer compostagem de lixos orgânicos. Outro método seria a união governo com o Ministério da Educação para que incluísse nas escolas a educação ambiental e a importância da destinação adequada do lixo pensando no futuro das próximas gerações, pois como disse Pitágoras “Eduquem as crianças e não será necessário punir os adultos”. Ademais a política dos 4R’s é fundamental no consenso da população, onde repensar, reduzir, reutilizar e reciclar são parte de um pensamento sustentável que beneficia não só o meio ambiente como também a humanidade.