Impactos da ausência de projetos culturais nas escolas brasileiras

Enviada em 14/02/2024

Na crônica “Eu sei, mas não devia”, a escritora Mariana Colasanti expõe a banalização dos problemas na sociedade. Esta abordagem pode ser entendida como metáfora para os impactos da ausência de projetos culturais nas escolas brasileiras, pois, mesmo após mais de 50 anos de sua publicação, o cenário nacional não apresentou melhorias significativas em relação à desvalorização da arte no Brasil. Claramente, essa situação ainda persiste devido ao desmerecimento histórico da criatividade, desde a Revolução Industrial e à negligência estatal.

Dessa forma, para compreender essa crítica à realidade, é necessário olhar para o passado e reconhecer que não se trata de um tema exclusivamente atual. Pode-se utilizar como exemplo o período histórico da Revolução Industrial, no qual as pessoas haviam um menosprezo em relação às atividades criativas, graças aos altos números de carga horária trabalhista. Analogamente; na atualidade, a situação dos estudantes talentosos que enfrentaram condições desfavoráveis, mesmo em tempos modernos.

Assim, ao observar o passado e reconhecer que não se trata de um tema exclusivamente atual, logo, utiliza-se como exemplo o pensamento de Thomas Hobbes em “Leviatã”, no qual o autor argumenta que os indivíduos fazem um pacto com o governo, abdicam de parte de sua liberdade em troca de segurança estatal. No entanto, na realidade, esse tratado não é cumprido, especialmente no contexto dos impactos da ausência de projetos culturais nas escolas brasileiras, onde crianças, adolescentes e jovens são distanciados de movimentos artísticos de seu próprio país, além dos demais.

Portanto, é crucial que o Estado adote medidas para atenuar o quadro atual, por meio do Ministério da Educação em conjunto do Ministério da Cultura, é imperativo criar iniciativas que promovam a cultura, por meio pequenas tarefas distribuídas na grade horária escolar, nas quais irão ser criadas e executadas por profissionais da arte e literatura, a fim de extinguir os impactos da ausência de projetos culturais nas escolas brasileiras. Por consequência, será combatido aquilo que a cronista Mariana Colasanti descreve como banalizado.