Impactos da ausência de projetos culturais nas escolas brasileiras
Enviada em 06/03/2024
A obra “Utopia”, de Thomas More, idealiza uma sociedade isenta de problemáticas, inclusive no âmbito educativo. Contudo, é fato que, na realidade, essa configuração não é efetivada, pois os impactos da ausência de projetos culturais nas escolas brasileiras, como a desinformação historiográfica, são presentes. Nesse senti-do, a negligência governamental e a despreocupação populacional, que ocasionam esse cenário, devem ser mitigadas.
Efetivamente, a displicência estatal impulsiona a carência de eventos de cultu- ra nos colégios do Brasil. Segundo a Carta Magna de 1988, a educação é um direito pleno. Entretanto, quando se analisa a atualidade, fica evidente que esse postulado não é efetivado uma vez que, devido à má gestão de verbas públicas, a elaboração de trabalhos escolares relacionados a aspectos socioculturais, os quais constroem o conhecimento, permanece ínfima. Desse modo, é inadmissível que o Estado não priorize o envio de verbas para a realização desses eventos, pois isso gera impactos negativos, a exemplo da formação escolar incompleta dos estudantes brasileiros.
Adeamais, a indiferença do povo perpetua a escassez de projetos culturais nos centros de ensino nacionais. Conforme a socióloga Simone de Beauvoir, os in- divíduos habituam-se às mazelas sociais. A partir disso, fica claro que uma parcela cidadã, ao erroneamente banalizar a condição de precariedade dos trabalhos de cultura nos colégios, não se atenta à relevância dos protestos como mecanismos modificadores desse cenário, solidificando-o no âmbito brasileiro. Dessa maneira, é imprescindível que o povo seja protagonista na luta pelo aumento dos eventos escolares socioculturais, visto que a falta deles dificulta a construção identitária dos indivíduos.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação — órgão administrador do ensino no país — potencializar, por meio de verbas governamentais, a realização de proje-
tos de cultura nos colégios. Tal ação visa, em última análise, à promoção de uma formação escolar mais holística. Além disso, as ONGs de caráter pedagógico devem
criar campanhas publicitárias incentivadoras da mobilização política populacional a partir da realização de protestos.