Impactos da dengue na saúde pública brasileira

Enviada em 05/10/2025

Na obra “Brasil, País do Futuro”, Stefan Zweig vislumbrou um destino próspero para a nação. No entanto, a previsão otimista do autor esbarra, atualmente, em uma realidade de saúde pública marcada pelo crescimento epidêmico da dengue. Esse cenário não é aleatório, mas resulta diretamente de um Estado negligente em suas políticas preventivas. Consequentemente, o país vê-se impedido de alcançar seu pleno potencial, pois uma população doente drena recursos e diminui a produtividade nacional.

Primordialmente, a inércia estatal no campo da prevenção é a causa principal do agravamento dessa crise. Sob a perspectiva hobbesiana, cabe ao Estado assegurar o bem-estar social. No entanto, a atuação do poder público brasileiro no combate à dengue é predominantemente reativa, canalizando verbas vultosas para tratamentos de internação ou rémedios, decorrentes dessa doença, em vez de investir na sua prevenção. Essa escolha política gera um ciclo vicioso: a falta de investimento em palestras e reuniões comunitárias, com o foco de evitar a proliferação do mosquito leva ao aumento da transmissão do vírus, o que acarreta uma sobrecarga no Sistema Único de Sáude e gera gastos que poderiam ser evitados . Nesse contexto, a paralisia do poder público opera não só como falha de gestão, mas como variável determinante na persistência do problema.

Diante da inércia estatal, a educação consolida-se como mecanismo reversível para a saúde pública, já que no pensamento freireano de a transformação social começa pela mudança individual. A internalização de práticas saudáveis, como retirada de objetos que possam armazenar água da chuva, gera uma conscientização coletiva sobre os reais perigos da proliferação da dengue. Através desse alicerce pedagógico gera a superação desse entrave ao desenvolvimento nacional.

Faz-se necessário, portanto, que meios sejam criados para intervir nesse óbice. Logo, o Secretários Municipais da Saúde devem criar reuniões períodicas com os moradores do bairros, com objetivo de orientá-los a boas práticas em sua residência, como verificar, se tem algum objeto que possa armazenar agua.Ao fomentar hábitos saudáveis, o Estado efetivará seu papel constitucional, pavimentando, assim, a concretização do “País do Futuro” idealizado por Zweig.