Impactos da dengue na saúde pública brasileira

Enviada em 17/06/2026

A dengue é uma arbovirose — vírus transmitido por artrópodes — proliferada pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada. Nesse contexto, a doen-ça apresenta uma série de sintomas, partindo de uma febre mas podendo ocasio-nar complicações mais graves. Logo, é inaceitável que esse contágio prevaleça sen-de um problema na saúde pública brasileira, tendo como causadores a apatia da população e o descaso governamental.

Primeiramente, o desinteresse popular impede o combate efetivo da patologia. Sob esse prisma, a filósofa Hannah Arendt criou a teoria da banalidade do mal, em que reflete sobre a trivialização de situações ruins quando essas se tornam cotidianas. Partindo dessa lógica, os casos de dengue tornaram-se tão comuns na vivência bra-sileira que o povo atenuou sua preocupação com a prevenção. Assim, a situação é condizente com a teoria da autora, uma vez que o mal — dengue — tornou-se um assunto banal no corpo social e, portanto, perdeu sua importância.

Outrossim, a negligência estatal colabora na perpetuação dos contágios. Dessa for-ma, o teórico iluminista Rousseau formulou a tese do contrato social, na qual, se-gundo ele, o governante deve garantir o bem-estar da nação e, se caso ele descum-pra seu papel, o povo tem o direito de eleger um novo líder. Contudo, torna-se evi-dente que o Estado nacional está em desacordo com o ideal do filósofo, pois a pro-liferação constante do patógeno no país representa um risco à qualidade de vida da sociedade e, consequentemente, a seu bem-estar.

Em suma, a dengue ainda impacta a saúde pública do Brasil por causa da indiferen-ça popular e do desmazelo do Poder Público. Então, o Ministério da Saúde deve re-cuperar a atenção do povo para os riscos da dengue por meio de campanhas infor-mativas, que serão veiculadas nos canais midiáticos, para que esse problema rece-ba o devido cuidado. Ademais, é dever do Estado fortalecer as formas de combate à doença por meio da intensificação das ações já existentes — as visitas domicilia-res para averiguar se há água parada nas residências e os veículos que fumegam as ruas com veneno — para diminuir a incidência de casos dessa patologia no territó-rio nacional.