Impactos da dengue na saúde pública brasileira
Enviada em 28/08/2024
Juntamente com o movimento Iluminista no século XVIII, surgiu uma nova noção de qual é o papel do Estado ante a sociedade. Dessa forma, começaram a surgir os direitos fundamentais dos cidadãos, previstos em normas constituicionais. Assim sendo, um dos direitos previstos como inalienáveis é o direito à vida, que significa garantia de continuar existindo e a uma existência com dignidade. No entanto, o Estado brasileiro tem falhado em fazer valer esse direito de modo que a população tem a vida afetada por doenças controláveis como a dengue.
Primeiramente, de acordo com estatísticas do SUS e dos centros de controle de doenças das unidades federativas brasileiras, o número de casos de dengue tem aumentado significativamente no Brasil. Ademais, é dever do Poder Público, segundo a Constituição Federal, zelar pela saúde da população em geral. Deste modo, o avanço da dengue no país torna evidente a ineficiência estatal no combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença. Em consequência disso, um série de sequelas físicas e até psicológicas, em decorrência da dengue, afeta intensamente a qualidade de vida das pessoas.
Em adição, outra consequência dessa ineficiência é a superlotação do SUS, que faz com que os hospitais precisem de muito mais recursos, e, por conseguinte, outras áreas são afetadas, como a ala oncológica do sistema. Outrossim, conforme o Conselho Federal de Medicina - CFM, o Brasil ainda sofre com o déficit de médicos, principalmente em áreas mais remotas, como no estado do Amazonas. A partir disso, essa superlotação trás à baila outro problema: não há médicos suficientes para atender todos os afetados pela dengue. Em decorrência disso, muitas pessoas tem um tratamento deficiente e, em alguns casos, essa deficiência pode levar à morte.
Portanto, o Governo Federal deve, por meio de portarias e resoluções da ANVISA e em parceria com os governos estaduais e municipais, implementar medidas de combate a dengue com a finalidade de conscientizar a população acerca dos males e das formas de prevenção dessa doença. Não só, a implementação dessa medidas deve ser efetivamente executada pelas secretarias municipais, que estão mais próximas da população, e, assim, será mais fácil fazer o público aceitá-las.