Impactos da dengue na saúde pública brasileira

Enviada em 04/09/2024

Em concordância com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é possivel definir saúde como a condição completa de bem estar físico, mental e social, não apenas a ausência de infecções. Entretanto, os impactos que a saúde pública sofre pelo au-

mento de casos da dengue demonstra que este conceito não está sendo colocado em prática. Desse modo, percebe-se que esse estigma causa graves consequências, como a precarização da saúde coletiva. Nesse viés, identifica-se a configuração de um cenário atrelado à desigualdade social e negligência governamental.

Dessa forma, em primeira análise, a desigualdade social é um propulsor do pro-

blema. De acordo com George Orwell, “todos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros”. Nessa perspectiva, a frase do autor pode ser verificada na realidade brasileira, visto que, em razão da desigualdade social, parte da população habita em moradias precárias, com condições que favorecem a proliferação da dengue, como a falta de saneamento básico e infraestrutura. Por conseguinte, isso gera uma lacuna na saúde desses indivíduos, que estão rotineiramente expostos, causando, assim, a persistência da dengue e a precarização da saúde pública.

Ademais, a negligência governamental também beneficia esse estigma. Segun-

do a Constituição de 1988, a saúde é direito de todos e dever do estado. Entre-

tanto, essa lei não é atestada no contexto brasileiro, uma vez que o Governo

não garante que ela e outras políticas públicas sejam exercidas na prática, de

forma mais rigorosa. Como resultado, isso gera uma população mais vulnerável em casos de alastramento de doenças, e dificulta a eficácia das medidas preventivas. Logo, a saúde coletiva continua sendo impactada pela dengue. Por fim, é imperativo a necessidade de uma intervenção nessa problemática.

Portanto, é preciso dissolver esse problema. Para isso, o governo federal, no exercício de seu papel social, deve garantir que a saúde pública não seja fragilizada pela dengue, por meio da manutenção de novas leis, campanhas e projetos de concientização, a fim de diminuir o quadro de contaminações e mortes. Tais ações podem evitar uma futura epidemia. Paralelamente, é preciso intervir sobre a desigualdade social presente na problemática. Assim, a saúde plena, definida pela OMS, poderá ser parte da realidade brasileira.