Impactos da dengue na saúde pública brasileira
Enviada em 15/09/2024
Meio à uma crise climática, sobre um território sem os mínimos recursos de saneamento básico e junto dos reflexos deixados pela má gestão pública do Brasil nos últimos anos, os impactos da dengue podem ser avassaladores na saúde pública brasileira. Emerge-se pós pandemia, um Ministério da Saúde fragilizado, que consequente do aumento dos casos das infecções pelo virús DENV, pode se ver em apuros ao lidar com os desafios das superlotações dos hospitais, das filas de espera e, a partir dos gastos em medicamentos e tratamentos, tanto um aumento da divída pública quanto uma diminuição do PIB.
Semanas de calor e chuva tornam o país tropical um cenário perfeito para a proliferação do Aedes Aegypt, que pela vista grossa de um saneamento básico precário faz o brasileiro refém das filas de espera nos CAIS, vulnerabilizando ainda mais os pacientes que, muitas vezes sem conseguir o atendimento, tornam-se vítimas de um sistema público de saúde que, não fosse sucateado por seus próprios administradores, como mostra a série brasileira Sob Pressão, onde médicos trabalham nas piores condições, seria riquíssimo ao povo.
No entanto, como é representado por corvos sobre uma UBS do SUS no clipe “BOCA DE LOBO” de Criolo, muitos políticos no Brasil não possuem princípios e agem como corvos e urubus para se beneficiarem. O vídeo retrata o país em 2019, mas traz em memória os escândalos que fragilizaram a administração pública da saúde em sua última gestão, e serve hoje, para entender o quão grande pode ser o estrago frente a uma epidemia de dengue.
Portanto, mesmo que as temperaturas não parem de aumentar, para que os impactos da dengue sejam menores ao sistema único de saúde, a proliferação do mosquito hospedeiro precisa diminuir, através de vistoria de focos por grupos de voluntarios, propostos por campanhas no instagram de influencers em parcerias com o Ministério da Saúde e com o redirecionamento de verba pública, seja para equipamentos de monitoramento, ou para campanhas nas redes sociais federais, que incentivem a vacinação e a manutenção dos ambientes de água parada. Somente assim poderiamos reduzir os impactos da dengue, colaborando também para uma recuperação da saúde pública brasileira.